<p>De quem estariam falando? Qual seria essa proposta que nos beneficiaria? O que estava ocorrendo, afinal???</p><p>-<i><div class= "tooltip"> Oniichan <span class= "tooltiptext"> "Irmão mais velho", com um tratamento íntimo e carinhoso. </span></div></i>! – uma voz sussurrada saiu detrás da porta do quarto de Hikaru, no momento em que eu passava. – É você?</p><p>- Hikaru?!? O que está havendo? - perguntei ao entrar no quarto, sinceramente preocupado.</p><p>- Não sei! Mas, quando <i><div class= "tooltip"> otōsan <span class= "tooltiptext"> pai </span></div></i> chegou, <i><div class= "tooltip"> okaasan <span class= "tooltiptext"> mãe </span></div></i> disse que queria conversar com ele e me pediu para vir para o meu quarto. Eles estão brigando?</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Iie <span class= "tooltiptext"> Não </span></div></I>! Não creio... É estranho, contudo, que... Deixe para lá! Não se preocupe. Quando for o momento, nos dirão do que se trata, se couber a nós sabê-lo. Estou cansado e sem fome. Foi um dia pesado! Tive treino e saí muito tarde. Comi algo com uns colegas. Vou para a cama. Peça desculpas por mim na hora do jantar, <i><div class= "tooltip"> o-negai <span class= "tooltiptext"> faça o favor </span></div></i>. <i><div class= "tooltip"> O-yasumi <span class= "tooltiptext"> Boa noite (quando se vai dormir). Uso menos formal, pois suprime a forma de polidez "nasai" ao final da expressão </span></div></i>!</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Hai <span class= "tooltiptext"> sim </span></div></i>, <i>oniichan</i>!<i><div class= "tooltip"> O-yasumi nasai <span class= "tooltiptext"> Boa noite (quando se vai dormir). Uso mais formal, pois inclui a forma de polidez "nasai" ao final da expressão </span></div></i>!</p><p>...</p>\n[[>>Continua|Cap.12.2]]\n\n[[<<Retorna à página anterior|Cap. 12.1]]
/* Tooltip container */\n.tooltip {\n position: relative;\n display: inline-block;\n border-bottom: 2px dotted blue; /* If you want dots under the hoverable text */\n}\n\n/* Tooltip text */\n.tooltip .tooltiptext {\n visibility: hidden;\n width: 120px;\n background-color: #555;\n color: #fff;\n text-align: center;\n padding: 5px 0;\n border-radius: 6px;\n\n /* Position the tooltip text */\n position: absolute;\n z-index: 1;\n bottom: 125%;\n left: 50%;\n margin-left: -60px;\n\n /* Fade in tooltip */\n opacity: 0;\n transition: opacity 0.3s;\n}\n\n/* Tooltip arrow */\n.tooltip .tooltiptext::after {\n content: "";\n position: absolute;\n top: 100%;\n left: 50%;\n margin-left: -5px;\n border-width: 5px;\n border-style: solid;\n border-color: #555 transparent transparent transparent;\n}\n\n/* Show the tooltip text when you mouse over the tooltip container */\n.tooltip:hover .tooltiptext {\n visibility: visible;\n opacity: 1;\n}\n
<p>- <i>Iie</i>. Na verdade, é um <i><div class= "tooltip"> sensei <span class= "tooltiptext"> professor </span></div></i> que atuava numa escola elementar de província e era o responsável por um clube de teatro tradicional. Seu trabalho com os alunos e investigações sobre o tema chamaram a atenção de pesquisadores da universidade de Tokyo. Daí o convite. Uma honra!...</p><p>- Mas o que isso tem a ver com a empresa de papai? – perguntei perplexo.</p><p>- Ocorre, Akira, que precisamos conseguir uma fonte adicional de recursos para alavancar a recuperação da fábrica – começou a esclarecer meu pai. -Sua mãe, sabiamente, se lembrou de nossa propriedade contígua, a pequena casa no terreno ao lado e que está vazia desde a morte de seus avós.</p><p>- Enfim, <i><div class= "tooltip"> musuko <span class= "tooltiptext"> meu filho </span></div></i> – completou minha mãe, tomando a palavra – a família de minha amiga está muito mal alojada aqui em Tokyo. Foi tudo repentino e não conseguiram boas acomodações. Vão, portanto, alugar a casa em que viviam seus avós.</p><p>- Uma família estranha virá morar em nossa propriedade? – perguntei surpreso com a proposta.</p><p>- Não são estranhos, já lhe disse! Shizuka-<i>chan</i> é como uma irmã. E os Hayashi são muito boa gente. Seu pai conhece o casal. Sei que têm dois filhos, uma mocinha e um menino, em idades próximas à sua e de seu irmão. Não os conheço pessoalmente, mas, julgando por minha amiga e por seu marido, serão pessoas honradas. Será bom para vocês, também!</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 12.5]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 12.4]]
<p>...</p><p>Saí do quarto de Hikaru com a impressão de que ele tinha ficado mais tranquilo. Era curioso como meu irmão se espelhava em mim, como procurava copiar minhas maneiras e como parecia se sentir seguro e confiante ao meu lado. No fundo, eu sabia que éramos bem diferentes e que, para ele, provavelmente, custava certo esforço se manter tão introspectivo. O que para mim era natural e desejável, não se aplicava a ele. Talvez eu devesse um dia conversar sobre o tema, lhe sugerir que procurasse seu próprio ponto de equilíbrio... O problema é que eu não sabia como fazê-lo, nem me sentia à vontade com a perspectiva de discutir o assunto com ele, ou com qualquer um.</p><p>No meu quarto, no reconfortante silêncio escuro, me vieram à mente duas preocupações. Primeiro, o debate de meus pais. O que estaria ocorrendo? Que problema seria esse cuja solução parecia ter partido de minha mãe e havia deixado o meu pai desconfortável? Em segundo, o rosto e as atitudes daquela garota. Por que eu não conseguia tirá-la da cabeça? Como era possível que alguém tão indisciplinada, desastrada e com um desempenho escolar medíocre me afetasse a esse ponto? Esses seus defeitos, no entanto, não pareciam ser um problema para ela, pois vivia bastante feliz e tinha muitos colegas e admiradores.</p><p>Dormi, um sono inquieto, com essas ideias remoendo minha mente. Só me dei conta na manhã seguinte...</p><p>...</p>\n[[>>Continua|Cap. 12.3]]\n\n[[<<Retorna à página anterior|Cap. 12.1.1]]
<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>
\t\t<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>\n\t\t\t\t\t\t\t<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>\n\n\n <img src="imagens/capa-caleidoscopio.png" alt="Protagonistas diante de cenário da ponte <i>Rainbow</i> na baía de Tokyo e a imagem do caleidosópio.">\n\n\n<p>Esta história é minha pequena homenagem aos criadores japoneses de <i>manga</i> e <i>anime</i>, cuja arte atravessa fronteiras e delicia pessoas de todo o mundo.</p><p>Dedico, também, com carinho, o romance <i>Caleidoscópio</i> a duas amigas, Nícia e Chizu. Espero que eu tenha conseguido refletir respeitosamente um pouco de sua cultura e raízes, mesmo que com um saborzinho brasileiro.</p>\n\n[[Ir para "Não é possível!!! ..."| 12.\tNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...]]\n\n[[Notas importantes|Nota importante]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<b><h2>Não é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...</h2></b>\n\n\n<i><small> “Os opostos se atraem.” Essa lei da física poderia ser aplicada também às pessoas?<br> E será que o destino atua para juntar esses opostos e buscar seu equilíbrio?</small></i>\n\n\n<p>Eu andava inquieto ultimamente. Não era meu normal. Em geral, as coisas não costumavam afetar-me. Eu tinha ótimas notas, excelente desempenho desportivo, uma relação distante, mas cordial, com meus colegas, minha família era equilibrada e próspera.</p><p>Durante as férias de verão tinha conseguido algum sossego. Agora que voltamos às aulas, aquela sensação retornou com igual força.</p><p> Este ano não havíamos viajado, como era costume. (Não sei bem o motivo.) Ainda assim, confesso que fiquei satisfeito. Normalmente, os destinos turísticos ficam insuportáveis nessa época do ano. Permanecendo em casa, pude manter meus treinos de natação, ler bastante e realizar algumas pesquisas sobre medicina.</p>\n[[>> Continua|Cap. 12.0]]
Uma visita veio de longe. Excitação, novidades e uma provocação.\n\nRevelações inconvenientes. Olhares estrangeiros podem, também, perceber muito.\n\nDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.\n\nAcidentes acontecem... Oportunidades de ser herói e heroína.\n\nFinalmente, a coragem para se declarar. Desilusão e uma porta aberta.\n\nSeparados por uma pequena diferença de idade. Alívio ou conflito?\n\nUm momento difícil. O congelamento de um sonho.\n\nAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.\n\nMudam-se caminhos. Reinventam-se relações.\n\nEstar para sempre ao seu lado. O fio que levou ao fim do labirinto.\n\nPais de novo. Nasce Kazumi.\n\nNão se combatem as forças da natureza. Uma vida de amor ameaçada.\n\nNossas vidas são como desenhos em um caleidoscópio. A recuperação de Yukiko.\n\nEpílogo. Fecha-se o círculo.\n\n\nIntertextualidades em Caleidoscópio\n\n\n[[<<Retorna à página anterior do Sumário|Sumário]]\n\n[[<<Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>Notas importantes</h2></b>\n<ul type="square">\n<li>Antes que você comece a leitura, gostaria de explicar que os nomes dos personagens do romance estão apresentados segundo a estrutura da língua japonesa. Ou seja: primeiro aparecem os sobrenomes, depois os nomes. Sendo assim, nossos protagonistas, por exemplo, são os jovens: Nakamura Akira e Hayashi Yukiko. Ele, Akira, é o filho mais velho da família Nakamura; ela, Yukiko, a filha mais velha da família Hayashi.<br>Esta opção foi feita para ajudar a criar o clima do drama, nos aproximando um pouquinho mais da cultura e da língua japonesas. O mesmo explica a presença de várias palavras, em especial formas de tratamento e saudações, em japonês ao longo do texto. A única ressalva, aqui, é que foi usado o nosso alfabeto para representar a estrutura fonética desses vocábulos, não os silabários ou ideogramas próprios desse idioma.</li><br>\n<li>A língua japonesa tem vogais que soam mais longas e isso faz diferença em palavras que se escrevam igual e cuja única distinção seja entre uma vogal normal e outra longa. Por exemplo, é o que observamos entre <i>“obaasan”</i> (avó) e <i>“obasan”</i> (tia). Quando transpomos os caracteres japoneses (os silabários <i>hiragana</i> ou <i>katakana</i>) para nosso alfabeto (<i>rōmaji</i>) há formas distintas de marcar essa diferença. Uma delas, talvez a mais simples, é repetir a vogal que se pronuncia de forma mais longa. Foi o que se viu no exemplo anterior, o de <i>“obaasan”</i>. <br>Acontece que, no caso das palavras com “o” longo, o caractere do silabário japonês que se acrescenta à sílaba com a vogal longa é o equivalente ao “u”. Por isso, é comum vermos outra forma de representação com "ou", por exemplo, como em <i>“arigatou”</i> (obrigado). O problema é que isso não deve ser pronunciado como um ditongo “ou”, mas apenas como “oo”.<br>Numa terceira e última forma de representação, até para evitar a tendência errada de pronunciar “o” longo como “ou”, podemos usar um sinal sobre o “o” chamado <i>macron</i> (um tracinho horizontal sobre a vogal e que indica alongamento de sua pronúncia). Esta foi a nossa opção para representar o “o” longo em nossa história. Por isso, quando virem uma palavra como <i>otōsan</i> (pai), leiam <i>“otoosan”</i>, certo?!</li>\n<li>As fotos, vídeos e imagens presentes nos <i>links</i> do romance <i>Caleidoscópio</i> fazem parte desta obra hipertextual e multissemiótica e são, em geral, de minha criação. As imagens de adolescentes, típicas de <i>anime</i>, usadas na composição do <i>folder</i> e da ilustração de abertura, foram adquiridas, com licença plena de uso, na Unity Asset Store e editadas por mim para compor as imagens finais. Agradeço a W. Leite pela elaboração e cessão do vídeo do caleidoscópio, no <i>link</i> do penúltimo capítulo.</li></ul>\n[[Ir para "Não é possível!!! ..."| 12.\tNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>
<p>Claro que eu tinha a consciência de que, muito provavelmente, deveria assumir a empresa farmacêutica de meu pai, embora este não fosse o meu desejo. Isso não chegava, contudo, a me incomodar. Trabalho é trabalho. Somos parte de uma engrenagem e cada qual tem sua função e seu dever. A vida é assim! De qualquer forma, meu preparo acadêmico me permitiria desempenhar bem qualquer tarefa que a firma demandasse. Também sabia que seria possível manter alguma proximidade com minha área de interesse, já que a empresa de meu pai desenvolvia pesquisas no campo de remédios a partir das medicinas tradicionais japonesa e chinesa. Eu não seria um médico, verdade!... Mas me envolveria, ao menos indiretamente, com os processos de tratamento e cura.</p><p>Definitivamente não era esse o motivo de meu desconforto! Recusava-me a admitir que pudesse ser por causa daquela garota que havia entrado no colégio no início deste ano. Contudo... talvez... <i><div class= "tooltip"> Iie <span class= "tooltiptext"> Não </span></div></i>!!!! Ela vivia acompanhada daquele colega... Como era o seu nome? Ah, sim! Yamamoto! Estavam sempre envolvidos em atividades ruidosas dos tais fãs de <i>manga</i> e <i>anime</i>. O pior era que nos trombávamos constantemente. E ela sempre me olhava com um ar curioso, estranho...</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 12.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior| 12.\tNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...]]
<p>...</p><p>Pensando nisso, cheguei em casa.</p><p>-<i><div class= "tooltip"> Tadaima <span class= "tooltiptext"> Cumprimento, saudação, quando se chega em casa. Significa: "já estou em casa". </span></div></i>!... – Cumprimentei como sempre, sem grande entusiasmo. Mas, desta vez, vi que havia algo diferente. Ouvia as vozes dos meus pais e pareciam um pouco alterados.</p><p>Como estavam na saleta, passei pelo <i>hall</i> o mais discretamente possível para não interromper a conversa, nem melindrar os dois. Onde estaria Hikaru? Duvido que tratassem de assuntos delicados na presença do <i><div class= "tooltip"> otōto <span class= "tooltiptext"> meu irmão mais novo </span></div></i>. Subi as escadas para meu quarto, ainda mantendo silêncio. Do segundo andar, ouvia as vozes, mas não discernia sobre o que discutiam. Antes de subir, no entanto, quando ia para as escadas, pude captar alguns fragmentos.</p><p>- Você não deveria preocupar-se com essas coisas, Rin-<i>chan</i>!</p><p>- Como não?! Você é meu marido e esta é a nossa família. (Ruídos externos atrapalharam minha atenção)... A proposta é ótima! Vai-nos beneficiar a todos. Você tem que admitir.</p><p>- De fato, mas... – hesitou meu pai.</p><p>- E você os conhece. Gostava deles, <i>ne</i>?!</p>\n[[>> Continua|Cap. 12.1.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 12.0]]
<p>...</p><p>Durante o café, meus pais me pediram que ficasse um pouco mais. Eu estava adiantado, de qualquer maneira. Então, isso não afetaria a minha agenda das aulas da manhã.</p><p>- Akira, começou meu pai. Você está ciente dos problemas causados pelo recente <i>tsunami</i>, certo!?</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Hai <span class= "tooltiptext"> Sim </span></div></i>! Claro! - respondi. Tenho acompanhado as notícias. Muito desalentador. Mas, afortunadamente, nosso país desenvolveu uma cultura bastante sólida em termos educacionais e de infraestrutura para lutar contra esse tipo de problemas e encontrar rápidas soluções.</p><p>- É verdade... No entanto, as dificuldades advindas da catástrofe são bem reais.</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Otōsan <span class= "tooltiptext"> Pai </span></div></i>... Agora, refletindo a respeito, as instalações químicas de nossa empresa farmacêutica não ficam na região afetada pelo desastre? – perguntei preocupado e começando a entender o que estava ocorrendo.</p><p>- <i>Hai</i>! Ficam, sim! E é sobre isso, exatamente, que quero conversar. Você já tem maturidade para entender a dimensão da situação. Como você sabe, nosso escritório fica aqui em Tokyo. Ou seja, a parte comercial, publicitária e mesmo a de logística estão seguras. No entanto, nossa fábrica sofreu pesadas perdas. E a conjuntura mundial agrava o quadro. Somos uma empresa pequena, embora respeitada e sólida. Levaremos um tempo para nos recuperarmos. Até lá, a produção está suspensa e só podemos contar com nossos estoques nos armazéns de Tokyo e proximidades.</p><p>- Isso é preocupante!- comentei.</p>\n[[>> Continua|Cap. 12.4]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap.12.2]]
<p>- Sua mãe discutiu ontem comigo uma boa solução para aumentar nossos ingressos e permitir que injetemos dinheiro mais rapidamente no processo de recuperação.</p><p>- Sim?!? Era sobre isso que conversavam ontem à noite?</p><p>- Você nos ouviu, Akira? – perguntou minha mãe.</p><p>- Apenas que conversavam sobre algo importante.</p><p>- Pois é isso! – concluiu ela. E, no processo, ajudaremos também a outras pessoas.</p><p>- Ãh?</p><p>- Você não os conhece, filho, pois perdemos o contato por vários anos. Mas, tenho uma grande amiga, não sei se já lhe falei dela, quase uma irmã, que reencontrei aqui em Tokyo recentemente. Sua família se mudou para cá para que seus filhos completassem os estudos em melhores instituições e porque seu marido recebeu uma bela oferta para trabalhar com pesquisadores da universidade num projeto sobre teatro tradicional japonês.</p><p>- Ah!... Ele é um professor universitário, então?!</p>\n[[>> Continua|Cap. 12.4.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 12.3]]
<p>...</p><p>Fiquei sem palavras! Minha cabeça girava. Seria possível???? Hayashi? Recém-chegados a Tokyo? Uma garota com idade próxima à minha? <i><div class= "tooltip"> Iie <span class= "tooltiptext"> Não </span></div></i>, <i>iie</i>!!!! Não podia ser! Seria uma peça do destino, sem dúvida...</p><p>- Claro, <i><div class= "tooltip"> okaasan <span class= "tooltiptext"> mãe </span></div></i>... <i><div class= "tooltip"> otōsan <span class= "tooltiptext"> pai </span></div></i>... Devemos fazer o que for necessário para resolver a questão da empresa. E é nosso dever ajudar sempre que possível, uma questão de honra.</p><p> Foi tudo o que consegui dizer, preso como estava na inquietação interior que me consumia. Pedi licença, pois meu horário estava ficando apertado e me encaminhei para a porta de saída.</p><p>- Ah, sim, meu filho! Eles deverão se mudar no final do trimestre, após as provas e logo antes do Ano Novo. Será ótimo ter uma família amiga comemorando conosco. Vamos ver se conseguimos ajudá-los, sim?! – completou minha mãe.</p><p>Fiz um aceno distraído com a cabeça e me despedi – <i><div class= "tooltip"> Itte kimasu <span class= "tooltiptext"> Despedida ao se sair de casa </span></div></i>!</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Itte rasshai <span class= "tooltiptext"> Resposta à despedida, algo como "vá com Deus; não demore" </span></div></i>! – Foi a última coisa que escutei de minha mãe antes de bater a porta. Minha mente já estava longe, imaginando o que viria a seguir...</p>\n\n[[Voltar ao início do Capítulo| 12.\tNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 12.4.1]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>SUMÁRIO</h2></b>\n\n\n[[Início|Start]]\n\n"Palavras da autora"\n\nEra uma vez... uma introdução. A narradora se intromete na história.\n\nDespertando de uma longa noite. Aqui começa (?) a história.\n\nCafé da manhã em família... E ausência.\n\nNasce Akira. A chave para uma mudança.\n\nLindo brilho da aurora. A pequena Kemi-<i>chan</i> vem ao mundo.\n\nMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história.\n\nDesafios e enfrentamentos. Início da odisseia escolar em Tokyo.\n\nQue garoto estranho!!!! Começa a nascer uma atração.\n\nPrimeiras impressões de Nakamura-<i>kun</i>. Ela é uma garota irritante!\n\nDifícil ignorar o que se insinua constantemente. Alguns incidentes que despertaram a mente de Nakamura-<i>kun</i> para Yukiko.\n\nNova mudança. O que já anda ruim pode ficar pior?\n\n[[Não é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...| 12.\tNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...]]\n\nUm trimestre de tensão. Volta das férias de verão e a caminho da mudança.\n\nMudança e enfrentamento. Começa a aproximação de Akira e Yukiko.\n\n“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.\n\nEfeitos da mudança. Algo realmente está começando a se alterar.\n\n[[>> Continua|Sumário b]]\n