<p>- Vocês devem estar cansados da viagem. Venham, vou levá-los ao quarto. Depois de se banharem, serviremos o jantar. – se adiantou minha avó e falou com voz tímida e baixa, enquanto nos apontava o caminho a seguir.</p><p>Eu queria correr pela enorme varanda iluminada, mas algo me dizia que não deveria. Então, segui, calado e vagarosamente, meus pais.</p><p>O quarto era agradável, os edredons macios e floridos, o banho no <i><div class= "tooltip"> o-furo <span class= "tooltiptext"> banheira </span></div></i>, muito reconfortante. Minha mãe me ajudou a me arrumar e me levou pela mão para a sala do jantar. Minha avó cozinhava muito bem. A comida caseira, com sabor de campo, era maravilhosa e me deixaria recordações doces daquela viagem.</p><p>Mas nem tudo seria tão bom... Após o jantar, minha mãe me levou de volta para o quarto e pediu que eu fosse dormir, quietinho. Havia um clima tão estranho no ar!!!</p><p>Não me recusei. Mais tarde, no entanto, ouvindo vozes um pouco tensas que vinham da sala, levantei pé ante pé e fiquei vendo e escutando por trás da porta corrediça.</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 15.4]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 15.2]]
<p>...</p><p>Eu era pequeno, sim, mas, quando chegamos à vila de minha mãe, percebi algo diferente nela. Não saberia dizer o que. No entanto, senti certa tristeza ao olhá-la. Ela estava tão séria, calada, formal...</p><p>A casa dos avós maternos tinha um estilo tradicional, como a casa na qual morávamos em Tokyo, com meus avós paternos. Meu pai tinha começado a construir nossa bela casa no terreno ao lado. A sua empresa ia muito bem. Eu não entendia dessas coisas naquela época. Sentia, porém, o bem-estar de que gozávamos. E era amado e feliz!</p><p>Meus avós saíram da casa e ficaram parados na varanda. Minha avó calada, tímida, miúda, usando quimono e atrás de meu avô. Ele, altivo, sisudo. Fez uma reverência e nos deu as boas-vindas.</p><p>Meus pais se curvaram. Ouvi minha mãe dizer:</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Otōsama <span class= "tooltiptext"> pai (com tratamento muito formal e cerimonioso) </span></div></i>. <i><div class= "tooltip"> Okaasama <span class= "tooltiptext"> Mãe (com tratamento muito formal e cerimonioso) </span></div></i>. Há quanto tempo! Fico feliz em vê-los.</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Musume <span class= "tooltiptext"> Minha filha (normalmente não se usaria como vocativo, mas foi utilizado aqui para marcar maior formalidade e distância por parte do personagem que fala) </span></div></i>. <i><div class= "tooltip"> Giri no musuko <span class= "tooltiptext"> Meu genro (Modernamente não se costuma empregar esta expressão. O mais comum é chamar o genro por seu nome, acompanahdo do sufixo -san. Este uso aqui foi escolhido para reforçar o caráter distante e formal do personagem.) </span></div></i>. ...E este deve ser o pequeno Akira, <i><div class= "tooltip"> mago <span class= "tooltiptext"> meu neto </span></div></i>, certo?! – disse meu avô, se inclinando para mim. Um belo jovenzinho!</p><p>Acho que foi, de fato, a única coisa simpática que ouvi dele. Não falava muito e não se achegava a crianças. Eu me curvei respeitosamente.</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Ojiisama <span class= "tooltiptext"> Avô (com tratamento muito formal e cerimonioso) </span></div></i>, <div class= "tooltip"> yoroshiku o-negai shimasu <span class= "tooltiptext"> prazer em conhecê-lo </span></div>! – o cumprimentei, falando como minha mãe me havia ensinado.</p><p>- Ah! Educado e respeitoso, também!!!</p>\n[[>> Continua|Cap. 15.3]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 15.1]]
<p>...</p><p>-Venha, filhinho! Vamos nos atrasar. Seu pai já está lá fora nos esperando. Vamos visitar <i><div class= "tooltip"> ojiichan <span class= "tooltiptext"> vovô </span></div></i> e <i><div class= "tooltip"> obaachan <span class= "tooltiptext"> vovó </span></div></i>! Você vai ver onde a mamãe vivia quando tinha a sua idade...</p><p>Vejo-me pequeno de novo. Sorridente, feliz! Não conhecia os pais de minha mãe. Seria toda uma aventura! Iríamos de <i><div class= "tooltip"> Shinkansen <span class= "tooltiptext"> trem bala japonês </span></div></i> para fora de Tokyo e, depois, tomaríamos outro trem menor. Eu devia ter... quanto???... uns 5 anos???</p><p>Vi tantas coisas fantásticas pelas janelas dos trens! Era tudo tão diferente, tão bonito! Eu estava excitado. Ria, falava sem parar... Minha mãe, agora me lembro, chamou minha atenção delicadamente.</p><p>-Shiiii! Akira, querido, não podemos incomodar as pessoas. Você deve falar menos, falar baixinho e ficar no seu lugar, certo?!</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Hai <span class= "tooltiptext"> Sim </span></div></i>, <i><div class= "tooltip"> okaasan <span class= "tooltiptext"> mãe </span></div></i>! – respondi surpreso. Não sabia exatamente o que tinha feito de mal. Em casa, nos divertíamos tanto!...</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 15.2]]\n\n[[<< Retorna à página anterior| 15.\t“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.]]
<p>...</p><p>Acordei suando, um pouco transtornado. A última visão desse sonho não tinha sido com meus avós, nem com a casa antiga, ou com os meus pais. Tinha sido com ela! Eu a via escondida por detrás da porta corrediça do quarto onde se encontrava aquele menino, o "novo" Akira, diante do espelho, fazendo seu juramento de seriedade. E seu reflexo, no mesmo espelho, sacudia a cabeça como meu tio, como que lamentando minha decisão.</p><p> Eu não conseguia entender o que ela fazia ali. Nem o que eu estava sentindo naquele momento. Uma certa confusão ocupava meus pensamentos e não sabia bem que rumo tomar, como as coisas se desenvolveriam a partir de agora. Parecia que algo estava sendo posto em xeque. Uma decisão do passado? Um projeto para o futuro?...</p>\n\n[[Voltar ao início do Capítulo| 15.\t“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 15.5.1]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
<p>...</p><p>Fiquei petrificado atrás da porta, com medo de ser descoberto. Quando os adultos voltaram a se sentar, num silêncio mortal, me retirei o mais quieto que pude de volta para o quarto. Aquela cena me perturbou toda a noite. Tive pesadelos terríveis!</p><p>Ao acordar na manhã seguinte, fui recebido com um café delicioso. Todos conversavam cortesmente. Não havia, contudo, brilho ou alegria naquelas conversas. Tudo era silêncio, introspecção. Apesar disso, via que meu avô tratava minha mãe e meu pai com respeito. Minha avó era recatada e delicada. Parecia uma miragem. Mas meu avô, mesmo em sua dureza e comportamento contido, lhe dedicava olhares carinhosos. Quanto a mim, como me comportei sobriamente, considerando minha idade, mais por medo e pela tensão que havia testemunhado na noite anterior, fui elogiado.</p><p>- Este menino tem nosso sangue. Saberá se conduzir com nobreza. Lembre-se, <i><div class= "tooltip"> mago <span class= "tooltiptext"> meu neto </span></div></i>, neste mundo devemos ouvir mais do que falar, respeitar as tradições e a hierarquia, pensar mais na comunidade do que em nós mesmos e não nos destacarmos, a não ser pela excelência do que realizarmos. No entanto, quando o fizer, o faça sem orgulho, porque é o correto, não para se vangloriar.</p>\n[[>> Continua|Cap. 15.5.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 15.4.1]]
<p>...</p><p>Havia um homem na sala, além de meu avô e meu pai. Lembrava em algo a minha mãe e parecia mais novo do que ela. Não entendia muito do que diziam, mas podia sentir que algo ia muito mal e que meu avô estava claramente zangado.</p><p>- O que você está fazendo aqui, Jun? – perguntou meu avô com voz alta e firme, mas sem gritar.</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Konban wa <span class= "tooltiptext"> Boa noite </span></div></i> para o senhor, também, <i><div class= "tooltip"> otōsama <span class= "tooltiptext"> pai (uso muito formal e cerimonioso) </span></div></i> – respondeu o jovem homem. Vim ver minha irmã, seu marido e conhecer meu sobrinho. Faz algum tempo, igualmente, que não vejo <i><div class= "tooltip"> okaasama <span class= "tooltiptext"> mãe (uso muito formal e cerimonioso) </span></div></i>.</p><p>- Isso nunca pareceu um problema para você, Jun. Ao menos não se preocupou com o que faria à sua mãe quando decidiu me desobedecer e sair de casa.</p><p>- O senhor queria que eu abandonasse meu sonho, <i>otōsama</i>!</p><p> - Sonho?!... Juntar-se a um grupo de artistas? Deixar os negócios da família? Você não faz jus ao seu nome! Nunca o fez! Não tem nada de obediente.</p><p>- Por favor, <i>otōsama</i>, não quero brigar. Quero estar um tempo feliz com a família, matar a saudade de minha querida irmã.</p><p>Dizendo isso, voltou-se para minha mãe:</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Oneechan <span class= "tooltiptext"> irmã mais velha (tratamente íntimo e carinhoso) </span></div></i>! Há quanto tempo! Você está muito bem. Linda! E parece feliz. <i><div class= "tooltip"> Arigatō <span class= "tooltiptext"> Obrigado </span></div></i>, Tadao-<i>san</i>, por cuidar tão bem dela.</p>\n[[>> Continua|Cap. 15.4.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 15.3]]
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<b><h2>“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.</h2></b>\n\n\n<i><small> Muitas vezes desconhecemos o que nos define, o porquê dos caminhos que escolhemos e que<br> nos levam até o momento presente. Mas sempre há algo por trás de toda a história.</small></i>\n\n\n<p>Definitivamente, o destino deve estar tramando contra mim. Durante meses tive que conviver com a presença dessa garota desastrada. Ela conseguiu romper meu equilíbrio mesmo sem estarmos na mesma turma ou ano escolar. E, agora, terei que conviver com ela na mesma propriedade. Ainda que eu a evite, considerando que as casas são apenas contíguas, será impossível mantê-la afastada ou não a ver ocasionalmente. E nossas mães são amigas. Isso significa que haverá muitos eventos em comum entre nossas famílias. Como escapar disso? Como recuperar meu foco? Eu preciso, é imperativo manter a estabilidade...</p><p>Esses pensamentos ocuparam minha mente pelo resto do dia, enquanto tive que colaborar com a mudança. Quando terminamos, pedi licença para tomar meu banho e subir para o quarto, pois estava muito cansado para comer. Essa foi a desculpa que arrumei para minha mãe me deixar isolado um pouco, para não ter que ouvir histórias sobre sua infância com a amiga, nem ter que responder perguntas sobre Hayashi-<i>san</i>.</p><p>Claro que minha noite não foi tranquila. Fui assolado por um sonho, uma lembrança da minha própria infância, algo que eu tinha esquecido, que me tinha definido...</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 15.1]]
<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>
\t\t<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>\n\t\t\t\t\t\t\t<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>\n\n\n <img src="imagens/capa-caleidoscopio.png" alt="Protagonistas diante de cenário da ponte <i>Rainbow</i> na baía de Tokyo e a imagem do caleidosópio.">\n\n\n<p>Esta história é minha pequena homenagem aos criadores japoneses de <i>manga</i> e <i>anime</i>, cuja arte atravessa fronteiras e delicia pessoas de todo o mundo.</p><p>Dedico, também, com carinho, o romance <i>Caleidoscópio</i> a duas amigas, Nícia e Chizu. Espero que eu tenha conseguido refletir respeitosamente um pouco de sua cultura e raízes, mesmo que com um saborzinho brasileiro.</p>\n\n[[Ir para “O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”...| 15.\t“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.]]\n\n[[Notas importantes|Nota importante]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<p>Aquelas palavras de meu avô, que eu ainda não conseguia entender plenamente, ficaram gravadas no meu cérebro. Gravadas junto com o rechaço ao meu tio, a quem não consegui conhecer.</p><p>Então era assim que funcionava a sua vida quando você não era adequado, quando não se encaixava, quando se destacava por ser diferente?!! Você perdia tudo: a família, o respeito, seu lugar; se tornava um pária. Eu não queria isso para mim! E, de alguma forma, desde a minha perspectiva infantil e assustada com tudo aquilo que havia presenciado, pude tomar uma decisão... a que considerava a mais acertada; uma lição que havia recebido de meu avô. Prometi a mim mesmo que jamais passaria por aquilo. Nunca seria rejeitado por ser ruidoso, desregrado, desrespeitoso, por querer me diferenciar dos demais. Voltei dessa viagem outro menino. Se antes eu era apenas tímido e obediente, me tornei severo, calado, rigoroso comigo e com os demais, me isolei.</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 15.6]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 15.5]]
<b><h2>Notas importantes</h2></b>\n<ul type="square">\n<li>Antes que você comece a leitura, gostaria de explicar que os nomes dos personagens do romance estão apresentados segundo a estrutura da língua japonesa. Ou seja: primeiro aparecem os sobrenomes, depois os nomes. Sendo assim, nossos protagonistas, por exemplo, são os jovens: Nakamura Akira e Hayashi Yukiko. Ele, Akira, é o filho mais velho da família Nakamura; ela, Yukiko, a filha mais velha da família Hayashi.<br>Esta opção foi feita para ajudar a criar o clima do drama, nos aproximando um pouquinho mais da cultura e da língua japonesas. O mesmo explica a presença de várias palavras, em especial formas de tratamento e saudações, em japonês ao longo do texto. A única ressalva, aqui, é que foi usado o nosso alfabeto para representar a estrutura fonética desses vocábulos, não os silabários ou ideogramas próprios desse idioma.</li><br>\n<li>A língua japonesa tem vogais que soam mais longas e isso faz diferença em palavras que se escrevam igual e cuja única distinção seja entre uma vogal normal e outra longa. Por exemplo, é o que observamos entre <i>“obaasan”</i> (avó) e <i>“obasan”</i> (tia). Quando transpomos os caracteres japoneses (os silabários <i>hiragana</i> ou <i>katakana</i>) para nosso alfabeto (<i>rōmaji</i>) há formas distintas de marcar essa diferença. Uma delas, talvez a mais simples, é repetir a vogal que se pronuncia de forma mais longa. Foi o que se viu no exemplo anterior, o de <i>“obaasan”</i>. <br>Acontece que, no caso das palavras com “o” longo, o caractere do silabário japonês que se acrescenta à sílaba com a vogal longa é o equivalente ao “u”. Por isso, é comum vermos outra forma de representação com "ou", por exemplo, como em <i>“arigatou”</i> (obrigado). O problema é que isso não deve ser pronunciado como um ditongo “ou”, mas apenas como “oo”.<br>Numa terceira e última forma de representação, até para evitar a tendência errada de pronunciar “o” longo como “ou”, podemos usar um sinal sobre o “o” chamado <i>macron</i> (um tracinho horizontal sobre a vogal e que indica alongamento de sua pronúncia). Esta foi a nossa opção para representar o “o” longo em nossa história. Por isso, quando virem uma palavra como <i>otōsan</i> (pai), leiam <i>“otoosan”</i>, certo?!</li>\n<li>As fotos, vídeos e imagens presentes nos <i>links</i> do romance <i>Caleidoscópio</i> fazem parte desta obra hipertextual e multissemiótica e são, em geral, de minha criação. As imagens de adolescentes, típicas de <i>anime</i>, usadas na composição do <i>folder</i> e da ilustração de abertura, foram adquiridas, com licença plena de uso, na Unity Asset Store e editadas por mim para compor as imagens finais. Agradeço a W. Leite pela elaboração e cessão do vídeo do caleidoscópio, no <i>link</i> do penúltimo capítulo.</li></ul>\n[[Ir para “O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”...| 15.\t“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<p>Vi meu pai devolver a reverência discretamente. Mantinha-se um pouco afastado. Não parecia querer se meter na discussão de família, respeitando meu avô e sua casa. No entanto, vi que sorriu levemente para meu tio.</p><p>- Você não entende, não é, Jun?!? Essa vida que escolheu, esse seu... sonho! Uma vida tresloucada, desregrada, sem respeito pelas tradições, ruidosa... “Pregos que se sobressaem são os primeiros a serem martelados!” ...Você não se preocupou com o coletivo, com a família. Deu as costas a tudo, decidiu seguir uma carreira sem prestígio, não respeitou a hierarquia.</p><p>- Não foi bem assim, <i>otōsama</i>!</p><p>- Claro que foi! E, ao fazer isso, você renunciou ao direito de estar aqui conosco, de fazer parte desta família. Por favor, retire-se!</p><p>Vi meu pai desconfortável, minha mãe com lágrimas nos olhos, assim como minha avó. O olhar de meu avô era frio e assustador. Meu tio sacudiu a cabeça, abaixou o olhar, não sem antes acenar com um sorriso triste para minha mãe e avó, deu meia volta e saiu.</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 15.5]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 15.4]]
Uma visita veio de longe. Excitação, novidades e uma provocação.\n\nRevelações inconvenientes. Olhares estrangeiros podem, também, perceber muito.\n\nDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.\n\nAcidentes acontecem... Oportunidades de ser herói e heroína.\n\nFinalmente, a coragem para se declarar. Desilusão e uma porta aberta.\n\nSeparados por uma pequena diferença de idade. Alívio ou conflito?\n\nUm momento difícil. O congelamento de um sonho.\n\nAbrem-se portas. Retomam-se sonhos. \n\nMudam-se caminhos. Reinventam-se relações.\n\nEstar para sempre ao seu lado. O fio que levou ao fim do labirinto.\n\nPais de novo. Nasce Kazumi.\n\nNão se combatem as forças da natureza. Uma vida de amor ameaçada.\n\nNossas vidas são como desenhos em um caleidoscópio. A recuperação de Yukiko.\n\nEpílogo. Fecha-se o círculo.\n\n\nIntertextualidades em Caleidoscópio\n\n\n[[<<Retorna à página anterior do Sumário|Sumário]]\n\n[[<<Voltar ao Início|Start]]
<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>
<b><h2>SUMÁRIO</h2></b>\n\n\n[[Início|Start]]\n\n"Palavras da autora"\n\nEra uma vez... uma introdução. A narradora se intromete na história.\n\nDespertando de uma longa noite. Aqui começa (?) a história. \n\nCafé da manhã em família... E ausência.\n\nNasce Akira. A chave para uma mudança.\n\nLindo brilho da aurora. A pequena Kemi-<i>chan</i> vem ao mundo.\n\nMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história.\n\nDesafios e enfrentamentos. Início da odisseia escolar em Tokyo.\n\nQue garoto estranho!!!! Começa a nascer uma atração.\n\nPrimeiras impressões de Nakamura-<i>kun</i>. Ela é uma garota irritante!\n\nDifícil ignorar o que se insinua constantemente. Alguns incidentes que despertaram a mente de Nakamura-<i>kun</i> para Yukiko.\n\nNova mudança. O que já anda ruim pode ficar pior?\n\nNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...\n\nUm trimestre de tensão. Volta das férias de verão e a caminho da mudança.\n\nMudança e enfrentamento. Começa a aproximação de Akira e Yukiko.\n\n[[“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.| 15.\t“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.]]\n\nEfeitos da mudança. Algo realmente está começando a se alterar.\n\n[[>> Continua|Sumário b]]\n