<p>...</p><p>Cheguei em casa mais tarde da aula, pois tive treino da equipe de natação. Fui recebido por minha mãe no <i>hall</i> de entrada. Isso já me fez suspeitar que algo viria por aí. Só não podia imaginar o quê!!!!</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Okaeri nasai <span class= "tooltiptext"> Bem-vindo de volta à casa </span></div></i>, Akira!</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Konnichi wa <span class= "tooltiptext"> Boa tarde </span></div></i>, <i><div class= "tooltip"> okaasan <span class= "tooltiptext"> mãe </span></div></i>! – cumprimentei-a com um “boa tarde”. -Algum problema? – perguntei.</p><p>- Queria lhe fazer um pedido...</p><p>- Uhmmm?!</p><p>- Eu estava, hoje à tarde, conversando com minha amiga, Shizuka-<i>chan</i>... Sabe?... Yukiko anda muito deprimida.</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Hontō <span class= "tooltiptext"> Verdade?! </span></div></i>?! – não pude evitar o tom irônico.</p><p>- Que insensibilidade, meu filho! Enfim... Yukiko-<i>chan</i> está tendo muitas dificuldades no colégio. Isso a está deixando infeliz e preocupada, em especial por desapontar os pais.</p><p>- Não me surpreende... É totalmente desligada e está sempre metida com aqueles caras do clube de <i>manga</i> e <i>anime</i>! – falei com uma ponta de rancor e pude percebê-lo ao ouvir o tom de minha própria voz. Confesso que me desconcertei um pouco, mas minha mãe não parecia ter notado nada.</p><p>- Não seja cruel! Ela precisa de atividades extracurriculares como todos. Além do mais, a vida em Tokyo e o colégio de vocês são bem diferentes do que ela estava acostumada na província.</p><p>- Talvez devesse ter continuado por lá, então! – conclui displicentemente. - Seja como for, não tenho nada a ver com isso, certo?!</p>\n\n[[>> Continua|Cap. 19.3.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 19.2]]\n\n
<p>- Ao contrário! Shizuka-<i>chan</i> veio conversar comigo para desabafar. Eu bem que sentia falta disso. Lembrou-me minha juventude... Bem... isso não vem ao caso! Ela também veio para me pedir conselhos sobre a questão, já que vivo em Tokyo faz muito mais tempo do que ela e conheço pessoas e os costumes ligados a essa vida escolar.</p><p> - Temo que ela tenha se equivocado... Não creio que você seja a pessoa indicada. Afinal, tanto eu quanto Hikaru sempre fomos excelentes alunos. Nunca precisamos de aulas de apoio. – concluí de forma seca e categórica. – Além do mais, o pai de Hayashi-<i>san</i> é professor, <i>ne</i>?! Poderia cuidar da própria filha!</p><p>- Masao-<i>san</i> está muito atarefado com seus próprios alunos e a colaboração com a universidade. Tem trabalhado muito e chegado tarde todos os dias, segundo Shizuka-<i>chan</i>. Claro que ele assumiria a responsabilidade por ajudá-la, mas não seria justo, se houvesse outra solução... E, quanto a você e seu irmão nunca terem necessitado ajuda nos estudos, você está corretíssimo! Por isso mesmo eu tenho a solução perfeita.</p><p>-Sim?!</p><p>- Claro! Você vai dar aulas a Yukiko-<i>chan</i>, de agora até o final do próximo trimestre. Afinal, já viu toda essa matéria, tem ótimas notas, não gasta muito tempo estudando para suas próprias provas, pois as realiza com facilidade, e está logo ao lado. Nada seria mais conveniente! Assim, também, liberamos Masao-<i>san</i> do compromisso de lhe dar as aulas extras. E seria mais produtivo se a ajuda viesse de alguém de fora de casa e com uma idade próxima à dela.</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 19.4]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 19.3]]
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Uma visita veio de longe. Excitação, novidades e uma provocação.\n\nRevelações inconvenientes. Olhares estrangeiros podem, também, perceber muito.\n\n[[Dois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.| 19.\tDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.]]\n\nAcidentes acontecem... Oportunidades de ser herói e heroína.\n\nFinalmente, a coragem para se declarar. Desilusão e uma porta aberta.\n\nSeparados por uma pequena diferença de idade. Alívio ou conflito?\n\nUm momento difícil. O congelamento de um sonho.\n\nAbrem-se portas. Retomam-se sonhos. \n\nMudam-se caminhos. Reinventam-se relações.\n\nEstar para sempre ao seu lado. O fio que levou ao fim do labirinto.\n\nPais de novo. Nasce Kazumi.\n\nNão se combatem as forças da natureza. Uma vida de amor ameaçada.\n\nNossas vidas são como desenhos em um caleidoscópio. A recuperação de Yukiko.\n\nEpílogo. Fecha-se o círculo.\n\n\nIntertextualidades em Caleidoscópio\n\n\n[[<<Retorna à página anterior do Sumário|Sumário]]\n\n[[<<Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>
\t\t<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>\n\t\t\t\t\t\t\t<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>\n\n\n <img src="imagens/capa-caleidoscopio.png" alt="Protagonistas diante de cenário da ponte <i>Rainbow</i> na baía de Tokyo e a imagem do caleidosópio.">\n\n\n<p>Esta história é minha pequena homenagem aos criadores japoneses de <i>manga</i> e <i>anime</i>, cuja arte atravessa fronteiras e delicia pessoas de todo o mundo.</p><p>Dedico, também, com carinho, o romance <i>Caleidoscópio</i> a duas amigas, Nícia e Chizu. Espero que eu tenha conseguido refletir respeitosamente um pouco de sua cultura e raízes, mesmo que com um saborzinho brasileiro.</p>\n\n[[Ir para "Dois trimestres tumultuados. ..."| 19.\tDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.]]\n\n[[Notas importantes|Nota importante]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<p>Não consegui convencer minha mãe do contrário. Pior: ela foi apoiada por meu pai. Até Hikaru, que havia se tornado amigo inseparável de Yoshi, irmão de Yukiko, custava a entender o motivo de minha recusa. Por fim, concordei.</p><p>Passamos a nos encontrar todos os dias, após o colégio, por duas horas inteiras, na casa que havia sido dos meus avós. Fui o mais duro que pude, em parte para tentar fazê-la desistir. Para minha surpresa, no entanto, ela ficou firme. Fez tudo o que mandei sem reclamar. Abandonou até sua impertinência e as piadinhas habituais.</p><p>O que eu não suspeitava era que, em breve, os encontros para essas aulas ficariam mais complicados. Eu viveria um conflito entre desejar o final do curso para me livrar de tudo aquilo e apreciar a oportunidade de estar ali, com ela, a cada noite.</p>\n\n[[Voltar ao início do Capítulo| 19.\tDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 19.4]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
<p>...</p><p>Olhei incrédulo para ela. Minha mãe não tinha ideia do que estava me pedindo. Aquela garota atormentava minha vida com sua simples existência desde que veio para Tokyo e cruzou o meu caminho. E havia aquele incidente na excursão de biologia...</p><p>A verdade é que eu não me reconhecia mais! Percebi que Yukiko andava me evitando, ultimamente. Eu deveria ter ficado aliviado. Mas, ao contrário, passei a procurar oportunidades para estar onde ela costuma ir. E, para quê? Para me irritar mais com a sua presença, com os acidentes que provoca (cada dia mais frequentes) e com as suas companhias, aqueles alunos do clube de <i>manga</i> e <i>anime</i>... Yamamoto...</p><p>- Fora de questão, <i>okaasan</i>! Tenho meus próprios estudos para cuidar. Estou no último ano!</p><p>- Nós sabemos muito bem que isso não é desculpa. Qual é o problema? Vocês brigaram?</p><p>- Por que eu brigaria com ela? É quase uma estranha!</p><p>- Então não há motivo. A não ser... <i>Iie</i>! Isso não seria possível...</p><p>- O quê? – perguntei preocupado.</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Nandemo nai <span class= "tooltiptext"> Nada; nada, não </span></div></i>! – ela respondeu como que afastando uma imagem da mente.</p>\n[[>>Continua|Cap. 19.5]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 19.3.1]]
<b><h2>Notas importantes</h2></b>\n<ul type="square">\n<li>Antes que você comece a leitura, gostaria de explicar que os nomes dos personagens do romance estão apresentados segundo a estrutura da língua japonesa. Ou seja: primeiro aparecem os sobrenomes, depois os nomes. Sendo assim, nossos protagonistas, por exemplo, são os jovens: Nakamura Akira e Hayashi Yukiko. Ele, Akira, é o filho mais velho da família Nakamura; ela, Yukiko, a filha mais velha da família Hayashi.<br>Esta opção foi feita para ajudar a criar o clima do drama, nos aproximando um pouquinho mais da cultura e da língua japonesas. O mesmo explica a presença de várias palavras, em especial formas de tratamento e saudações, em japonês ao longo do texto. A única ressalva, aqui, é que foi usado o nosso alfabeto para representar a estrutura fonética desses vocábulos, não os silabários ou ideogramas próprios desse idioma.</li><br>\n<li>A língua japonesa tem vogais que soam mais longas e isso faz diferença em palavras que se escrevam igual e cuja única distinção seja entre uma vogal normal e outra longa. Por exemplo, é o que observamos entre <i>“obaasan”</i> (avó) e <i>“obasan”</i> (tia). Quando transpomos os caracteres japoneses (os silabários <i>hiragana</i> ou <i>katakana</i>) para nosso alfabeto (<i>rōmaji</i>) há formas distintas de marcar essa diferença. Uma delas, talvez a mais simples, é repetir a vogal que se pronuncia de forma mais longa. Foi o que se viu no exemplo anterior, o de <i>“obaasan”</i>. <br>Acontece que, no caso das palavras com “o” longo, o caractere do silabário japonês que se acrescenta à sílaba com a vogal longa é o equivalente ao “u”. Por isso, é comum vermos outra forma de representação com "ou", por exemplo, como em <i>“arigatou”</i> (obrigado). O problema é que isso não deve ser pronunciado como um ditongo “ou”, mas apenas como “oo”.<br>Numa terceira e última forma de representação, até para evitar a tendência errada de pronunciar “o” longo como “ou”, podemos usar um sinal sobre o “o” chamado <i>macron</i> (um tracinho horizontal sobre a vogal e que indica alongamento de sua pronúncia). Esta foi a nossa opção para representar o “o” longo em nossa história. Por isso, quando virem uma palavra como <i>otōsan</i> (pai), leiam <i>“otoosan”</i>, certo?!</li>\n<li>As fotos, vídeos e imagens presentes nos <i>links</i> do romance <i>Caleidoscópio</i> fazem parte desta obra hipertextual e multissemiótica e são, em geral, de minha criação. As imagens de adolescentes, típicas de <i>anime</i>, usadas na composição do <i>folder</i> e da ilustração de abertura, foram adquiridas, com licença plena de uso, na Unity Asset Store e editadas por mim para compor as imagens finais. Agradeço a W. Leite pela elaboração e cessão do vídeo do caleidoscópio, no <i>link</i> do penúltimo capítulo.</li></ul>\n[[Ir para "Dois trimestres tumultuados. ..."| 19.\tDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<p>...</p><p>Minha mãe, claro, me conhecia muito bem. Percebeu que havia, sim, algo errado comigo e que eu não queria dizer-lhe. Tentou todas as abordagens, sem sucesso. Como eu poderia lhe contar que suspeitava estar apaixonada pelo filho de sua melhor amiga e que ele me desprezava? Pude me salvar de sua insistência quando chegaram as notas do segundo trimestre, justo um tempo antes dos feriados de final de ano. Meu desequilíbrio emocional somado ao aumento do grau de dificuldade nas matérias deu como resultado notas bastante insatisfatórias.</p><p>Ao saber disso, minha mãe parece ter concluído que eu estava angustiada com meu desempenho escolar e me sentia culpada pelo sacrifício que meus pais faziam para me dar uma melhor educação. Primeiro, me chamou para conversar, junto com meu pai, e me disse que entendia o motivo de minha tristeza. Mas que eu não precisava sentir-me mortificada, como um peso para eles. Eles me amavam e tudo o que desejavam era me dar a oportunidade de alcançar meus sonhos profissionais. Pediu-me que eu não me preocupasse, pois ela acharia uma solução e logo me contaria.</p><p>Confesso que fiquei apreensiva. Mas o mais lógico era que meu pai se ocupasse de minhas aulas extras, já que era professor. O problema é que, entre seus próprios alunos (tinha conseguido sua transferência para Tokyo) e as atividades da pesquisa com a qual colaborava, lhe sobrava muito pouco tempo. Eu sabia que ele o faria de bom grado, mas seria um peso. Por isso eu me sentia culpada... No entanto, nem em mil anos eu poderia vislumbrar, de fato, que solução era essa que ela conseguiria encontrar!</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 19.3]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 19.1]]\n
<p>...</p><p>A minha situação não melhorou nada. Todas as vezes que me encontrava com Nakamura-<i>senpai</i> eram momentos de tensão. E ele não facilitava nem um pouquinho. Era quase agressivo, se é que se pode considerar nele algo diferente de sua habitual apatia emocional. E, nervosa como eu andava, causava ainda mais acidentes do que antes e não conseguia evitar me perder olhando para ele...</p><p>O que estava chamando a minha atenção ultimamente, e podia ser só fantasia da minha parte, era que ele parecia provocar certos encontros, aparecendo em espaços do colégio que não lhe eram costumeiros, em horários nos quais quem costumava frequentá-los era eu. Também o vi em alguns encontros de turma, coisa que antes não fazia. Mas poderia ser uma nostalgia de terceiranista. O que mais me surpreendeu um par de vezes, contudo, foi sua atitude mais agressiva do que o normal quando eu estava com os colegas do clube de <i>manga</i> e <i>anime</i>. Isso era incompreensível.</p><p>E, no finalzinho do ano, houve aquele incidente na excursão de biologia. Por um momento, cheguei a pensar que havíamos estabelecido algum tipo de conexão. Senti-me tão feliz e emocionada!... Mas, logo em seguida, ele voltou ao seu azedume característico e foi bastante grosseiro, não só comigo, mas com Yamamoto-<i>kun</i>, também.</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 19.2]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 19.0]]\n
<p>- Yukiko, querida, tenho notado você tão introspectiva!... Já não sorri tanto, anda distraída e tem evitado reuniões festivas entre nossa família e os Nakamura. Você não estaria apaixonada, não é?!</p><p>Engasguei com o chá de forma estrondosa!!!</p><p>- Apaixonada, eu?!? <i><div class= "tooltip"> Iie <span class= "tooltiptext"> Não </span></div></i>!!!! Nãããoooo! De jeito nenhum! Nunca!</p><p>- Calma, minha filha! Tampouco é para todo esse exagero. Você já está com 17 anos. Isso é bastante normal. Seria aquele rapaz do clube de <i>manga</i> e <i>anime</i>? Como é seu nome mesmo? Yamamoto-<i>kun</i>, certo?!</p><p>- Yamamoto-<i>kun</i> é só um amigo, <i><div class= "tooltip"> okaasan <span class= "tooltiptext"> mãe </span></div></i>!</p><p>- Você, então, anda deprimida? Está com problemas no colégio? Sei bem como pode ser forte a pressão nesses últimos anos antes da universidade... Você falaria comigo se estivesse ocorrendo algo, não é?!?</p><p>Senti-me envergonhada pela aflição que estava impondo à minha mãe, apenas porque não sabia ao certo se estava ou não apaixonada por um rapaz que, em definitiva, não queria me ver nem pintada.</p><p>- Não se preocupe, <i>okaasan</i>! Não há nada errado comigo. Devo estar apenas cansada e preocupada com os estudos. Fique tranquila!</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 19.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior| 19.\tDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.]]
<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>
<b><h2>Dois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.</h2></b>\n\n\n<i><small> Até que o pêndulo pare e encontre seu equilíbrio, haverá<br> muitas idas e vindas em seu constante balanço.</small></i>\n\n\n<p>Os dois primeiros trimestres de meu segundo ano foram desastrosos. A vinda de minha prima no último janeiro tinha sido muito legal, pelo que representa conhecer uma parenta próxima, mas que vive tão distante e é fruto de outra realidade. No entanto, tinha aberto uma porta que eu preferia que se tivesse mantido fechada. Após sua conversa comigo, comecei a juntar uma série de fatos, pequenos detalhes e comentários de Chihiro-<i>chan</i> e Yamamoto-<i>kun</i>. Será que eu estaria mesmo apaixonada por Nakamura-<i>senpai</i>? Eu não teria me dado conta????</p><p>Antes, me encontrar com Nakamura-<i>senpai</i> era complicado, porque ele me deixava furiosa com sua arrogância. Também despertava minha curiosidade por alguém que eu considerava misterioso, estranhamente sem expressões de sentimentos. Essa minha perplexidade tornava o contato com ele algo até suportável, mesmo com sua desagradável atitude. Agora, contudo, com essa dúvida sobre meus próprios sentimentos, eu não conseguia estar perto dele sossegada. E tinha medo de que qualquer um à minha volta percebesse que algo estava mudado. Parece mesmo que Yamamoto-<i>kun</i> e Chihiro-<i>chan</i> suspeitavam de alguma coisa...</p><p>Em vista disso, passei a procurar todas as formas possíveis de evitá-lo, tanto no colégio quanto em casa. Dava as desculpas mais estapafúrdias e começava a despertar a atenção da minha mãe. Ela insistentemente me perguntava sobre minha saúde, meu desempenho escolar, possível <i>bullying</i> no colégio... Terrível foi o dia em que estávamos tomando um chá as duas e ela me perguntou:</p>\n[[>> Continua|Cap. 19.0]]\n
<b><h2>SUMÁRIO</h2></b>\n\n\n[[Início|Start]]\n\n"Palavras da autora"\n\nEra uma vez... uma introdução. A narradora se intromete na história.\n\nDespertando de uma longa noite. Aqui começa (?) a história. \n\nCafé da manhã em família... E ausência.\n\nNasce Akira. A chave para uma mudança.\n\nLindo brilho da aurora. A pequena Kemi-<i>chan</i> vem ao mundo.\n\nMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história.\n\nDesafios e enfrentamentos. Início da odisseia escolar em Tokyo.\n\nQue garoto estranho!!!! Começa a nascer uma atração.\n\nPrimeiras impressões de Nakamura-<i>kun</i>. Ela é uma garota irritante!\n\nDifícil ignorar o que se insinua constantemente. Alguns incidentes que despertaram a mente de Nakamura-<i>kun</i> para Yukiko.\n\nNova mudança. O que já anda ruim pode ficar pior?\n\nNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...\n\nUm trimestre de tensão. Volta das férias de verão e a caminho da mudança.\n\nMudança e enfrentamento. Começa a aproximação de Akira e Yukiko.\n\n\n“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.\n\nEfeitos da mudança. Algo realmente está começando a se alterar.\n\n[[>> Continua|Sumário b]]