<p>- Vocês sabem que tivemos muito movimento no ano passado aqui na região. Em parte, o festival da colheita, que vem crescendo a cada ano, foi o responsável. Mas também tivemos muitos eventos, como as danças, a competição nacional <div class= "tooltip"> ninja <span class= "tooltiptext"> agente secreto ou mercenário do Japão feudal </span></div>, a festa internacional, as apresentações de <i><div class= "tooltip"> taiko <span class= "tooltiptext"> tambor japonês </span></div></i>, o teatro <i>kabuki</i>... Estas últimas férias foram em especial marcadas por grandes comemorações no <i><div class= "tooltip"> Shōgatsu <span class= "tooltiptext"> Ano Novo </span></div></i>.</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Hai <span class= "tooltiptext"> sim </span></div></i>, <i><div class= "tooltip"> otōsan <span class= "tooltiptext"> pai </span></div></i>. Foi tudo muito colorido e alegre este ano. Eu diria que mais do que nos anteriores, que eu me lembre. <i><div class= "tooltip"> Okaasan <span class= "tooltiptext"> mãe </span></div></i> também fez sucesso com seus <i><div class= "tooltip"> obentō <span class= "tooltiptext"> marmita japonesa (uso honorífico, marcado pela prefixo "o", indicando a importância da marmita produzida pela mãe) </span></div></i>!</p><p>- Seu pai foi procurado por uns senhores de Tokyo após a última apresentação do grupo de teatro da escola durante as festividades – minha mãe entrou na conversa abruptamente.</p><p>- Ãh?!? – arregalei meus olhos com um sentimento de antecipação e curiosidade.</p><p>- Eram pesquisadores da universidade de Tokyo que estão trabalhando com um grupo de teatro tradicional japonês na capital. Gostaram do meu trabalho e me convidaram para me incorporar ao grupo – informou meu pai.</p><p>- Tokyo?!? – perguntei surpresa.</p>\n[[>>Continua|Cap. 6.2.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior| Cap. 6.1]]
<p>- Sim. Mas não poderemos ir todos já – esclareceu minha mãe.</p><p>- Como assim?!? – Tinha até medo de perguntar e, mais ainda, da resposta.</p><p>- Eu irei antes, até porque não temos onde ficar em Tokyo. Vou ficar alojado com o pessoal da companhia de teatro parceira dos pesquisadores e sondarei as possibilidades. Consegui uma licença na escola e já tenho um substituto para minha turma. Com a ajuda dos pesquisadores da universidade e pela própria importância do projeto, espero conseguir consolidar minha transferência para uma escola de Tokyo. Já a solicitei. Quanto a vocês dois, devem se preparar para provas de admissão nas novas escolas. Para terem melhores chances, é bom estar nas melhores escolas. Vou averiguar isso com os pesquisadores que me convidaram. Esta foi uma das minhas condições: poder levá-los e ter orientações sobre colégios para vocês dois. Na verdade, já tenho investigado sobre isso, sondado com os órgãos de educação, mas estando lá será mais fácil para avaliar as possibilidades.</p><p>- Também vou procurar trabalho com o que sei fazer bem: minhas comidas – acrescentou minha mãe. – Soube pelos visitantes que há um excelente restaurante de cozinha tradicional ao qual eu poderia me apresentar. Teria a chance de trabalhar meio período. Se tudo der certo, teremos as rendas de seu pai e minha e poderemos levar uma boa vida em Tokyo até vocês dois terminarem os estudos. Depois, poderemos retornar à nossa casa com a certeza de que vocês estarão encaminhados e bem.</p>\n[[>> Continua| Cap. 6.3.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 6.2.1]]
<p>Minha mãe cozinhava muito bem, era criativa e explorava pratos tradicionais. Nos últimos anos, dedicou-se a cultivar alguns alimentos que utilizava em suas preparações. Com o tempo, decidiu investir na montagem de <i><div class= "tooltip"> bentō <span class= "tooltiptext"> marmita japonesa </span></div></i> que comercializava entre turistas que visitavam a região. Isso nos dava uma renda extra e, ao mesmo tempo, nos permitia, algumas vezes, conhecer pessoas interessantes.</p><p>Já meu pai era professor na escola elementar. Além das aulas regulares, era responsável pelo clube de teatro <i><div class= "tooltip"> kabuki <span class= "tooltiptext"> forma de teatro japonês, caracterizada pela estilização do drama e elaborada maquiagem </span></div></i> da escola. Nessa atividade, coordenava o trabalho de montagem de cenários e adereços e, como também tocava uma espécie de cítara, ajudava com a música das peças que montavam. O grupo se dedicava a pesquisar sobre o teatro tradicional japonês para poder preparar atuações que representassem a autenticidade dessa arte.</p><p>Meu irmão ainda era bem jovem e não tinha muito claro o que desejava fazer da vida, mas era bom em esportes e em ciências. Quanto a mim, devo ter herdado algo da veia artística do meu pai. Adorava desenhar e sonhava com criar <i><div class= "tooltip"> manga <span class= "tooltiptext"> história em quadrinhos japonesa </span></div></i> de aventura. Acredito que o fato de termos uma forte tradição ligada aos ninjas em nossa cidade também influenciava esse meu gosto aventureiro. No colégio, podia ser considerada uma estudante mediana. Não que me faltasse inteligência, apenas um pouco mais de empenho e interesse. Escrever roteiros e desenhar era o que ocupava, na maioria do tempo, a minha mente.</p><p>Tudo seguia tranquilamente, até que, certa tarde, nossos pais nos chamaram na sala para uma conversa. Estavam sérios. Pude sentir a solenidade da ocasião e ficava imaginando de que se trataria. Mas, mesmo com toda a minha criatividade, nunca teria adivinhado o que vinha a seguir.</p>\n[[>> Continua|Cap. 6.2]]\n\n[[<< Retorna à página anterior| 6.\tMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história]]\n
<p>- Mas quem disse que eu quero deixar meus amigos e minha casa? – resmunguei num muxoxo.</p><p>- Ora, não é você mesma que vive falando em explorar a sua arte, desenhar e escrever <i>manga</i> e coisas desse tipo? – comentou minha mãe com uma leve piscadela de olho.</p><p>Ela tinha toda a razão. Não havia argumentação contra isso. Eu mesma havia dado a munição para seu contra-argumento.</p><p>Na semana seguinte, portanto, meu pai se mudava para Tokyo, nos deixando encarregados de estudar muito para as provas de admissão nos novos colégios e de ajudar nossa mãe na preparação para a mudança, quando isso devesse ocorrer. O tempo era curto e a tarefa exigente, mas acreditávamos que conseguiríamos. A questão é que ainda teríamos surpresas maiores.</p><p>...</p>\n[[>> Continua| Cap. 6.4]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 6.3]]
<body>\n<table> <table border=1>\n<tr bgcolor=#FFEFD5>\n<td>\n\n <img src="imagens/prato-de-udon.jpg" width="400" height="365" alt="Foto de um prato de Udon">\n</td>\n</tr>\n<tr bgcolor=#FFEFD5>\n<td>\n<ul><ul><ul><ul><ul> <b><h2>Udon de Hayashi-san</h2></b></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul>\n <b>Receita para 6 pessoas</b></ul></ul>\n\n O udon é um prato feito com macarrão muito comum no Japão. É saboroso, nutritivo, leve e de baixo custo.\n\n <b><i>Ingredientes:</i></b>\n <b>Para a massa (macarrão caseiro):</b>\n 450 gr de farinha de trigo especial para udon (Udonko)\n 225 ml de água morna\n 22 gr de sal\n farinha de trigo suficiente para abrir a massa\n\n <b>Para a sopa do macarrão:</b>\n 9 xícaras de caldo feito com carne de porco e vegetais (Cozinhar a carne de porco com vegetais – alho poró, cenoura, abobrinha, nabo, cebola - até reduzir bem, ficando denso e com todo o sabor dos ingredientes sólidos, que vão desmanchando durante o cozimento. Coar o caldo, que será utilizado como base da sopa.)\n 1 colher de chá de sal\n 1 colher de sopa de shoyo\n 1 colher de sopa de saquê kirim (saquê doce)\n 1 colher de sopa de saque mirim (saquê seco)\n 1 colher de chá de Ajinomoto\n\n</td>\n</tr>\n<tr>\n<td>\n[[ >> Continua| O udon de Hayashi-san - parte 2]]\n\n[[<< Retoma a leitura do capítulo| Cap. 6.4]]\n</tr>\n</td>\n</table>\n</body>
<p>...</p><p>Um mês antes dos exames, minha mãe nos deixou em casa, sob o cuidado de parentes e vizinhos, para ir a Tokyo por uns dias. Iria encontrar meu pai, ajudá-lo na questão da nova casa, que não estava fácil de resolver, e aproveitaria para fazer o contato no tal restaurante.</p><p>Soubemos que seu teste havia sido um grande sucesso. Naturalmente, ela entraria como auxiliar, mas seus pratos eram criativos e saborosos. Cativaram os donos e os clientes [[que puderam provar o que ela havia feito| O udon de Hayashi-san]]. Não foi uma surpresa para nós. Conhecíamos a repercussão de sua comida durante os festivais da vila. Portanto, era de se esperar que tivesse aceitação.</p><p>A surpresa viria na sua volta. E envolveria a casa...</p>\n[[>> Continua|Cap. 6.4.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior| Cap. 6.3.1]]
/* Tooltip container */\n.tooltip {\n position: relative;\n display: inline-block;\n border-bottom: 2px dotted blue; /* If you want dots under the hoverable text */\n}\n\n/* Tooltip text */\n.tooltip .tooltiptext {\n visibility: hidden;\n width: 120px;\n background-color: #555;\n color: #fff;\n text-align: center;\n padding: 5px 0;\n border-radius: 6px;\n\n /* Position the tooltip text */\n position: absolute;\n z-index: 1;\n bottom: 125%;\n left: 50%;\n margin-left: -60px;\n\n /* Fade in tooltip */\n opacity: 0;\n transition: opacity 0.3s;\n}\n\n/* Tooltip arrow */\n.tooltip .tooltiptext::after {\n content: "";\n position: absolute;\n top: 100%;\n left: 50%;\n margin-left: -5px;\n border-width: 5px;\n border-style: solid;\n border-color: #555 transparent transparent transparent;\n}\n\n/* Show the tooltip text when you mouse over the tooltip container */\n.tooltip:hover .tooltiptext {\n visibility: visible;\n opacity: 1;\n}\n
<p>Encontrar moradia por um bom preço, bem localizada e confortável numa cidade como Tokyo não era tarefa fácil. Depois de muito procurarem, nossos pais conseguiram um local provisório, afastado do colégio para o qual eu estava tentando a vaga e, também, da escola para meu irmão. Paciência! O desagradável era saber que a procura não terminaria após nossa mudança. Eu tinha medo de passar a ser algum tipo de cigana, como nos livros ou filmes, mudando constantemente de casa. Nossos pais, no entanto, estavam tão empenhados e lutavam tão valorosamente para nos dar melhores condições para o futuro que nem me passava pela cabeça manifestar medo ou chateação. Ainda que eu tivesse certa fama de rebelde (para os padrões da nossa vizinhança) sabia bem quando deveria recolher as armas, por assim dizer.</p><p>As provas vieram e conseguimos resultados satisfatórios para obter o ingresso nas boas escolas que desejávamos, mesmo que sem apresentar um desempenho digno de nota. No final do ano letivo, em março, realizamos, então, nossa mudança para a aventura de Tokyo.</p>\n\n[[Voltar ao início do Capítulo| 6.\tMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história]]\n\n[[<< Retorna à página anterior| Cap. 6.4]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>
\t\t<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>\n\t\t\t\t\t\t\t<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>\n\n\n <img src="imagens/capa-caleidoscopio.png" alt="Protagonistas diante de cenário da ponte <i>Rainbow</i> na baía de Tokyo e a imagem do caleidosópio.">\n\n\n<p>Esta história é minha pequena homenagem aos criadores japoneses de <i>manga</i> e <i>anime</i>, cuja arte atravessa fronteiras e delicia pessoas de todo o mundo.</p><p>Dedico, também, com carinho, o romance <i>Caleidoscópio</i> a duas amigas, Nícia e Chizu. Espero que eu tenha conseguido refletir respeitosamente um pouco de sua cultura e raízes, mesmo que com um saborzinho brasileiro.</p>\n\n[[Ir para "Mudança de vida é pouco!..."| 6.\tMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história]]\n\n[[Notas importantes|Nota importante]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<b><h2>Mudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história</h2></b>\n\n <i><small>Cruzar portais, começar aventuras podem descortinar um universo completamente<br> novo e maravilhoso. Mas sempre conviverão a excitação, o desafio e a incerteza,<br> fruto do temor ao desconhecido.</small></i>\n\n\n<p>Se considerarmos a idiossincrasia do povo e da cultura japoneses, poderíamos dizer que minha família e, claro, eu mesma, constituíamos, em certo grau, um desvio. Entendam bem, damos valor às tradições, cultivamos princípios de honra e dever, temos nossa religiosidade bem consolidada, guardamos atitudes protocolares nas relações sociais... Mas eu diria que conseguimos ser um pouco mais abertos e dar certa vazão às nossas emoções. Isso nos dava uma aparência de alegria extrovertida, guardadas as devidas proporções e o contexto de sermos japoneses.</p><p>Vivíamos em uma pequena cidade, a alguma distância de Tokyo. A vida era mais tranquila, por estarmos fora de uma grande metrópole, a paisagem aprazível, o ambiente, principalmente agrário e turístico. Mas era, também, uma cidade especial, aberta à multiplicidade cultural e receptiva a pessoas de diferentes lugares. Tal característica, com certeza contribuía para nossa maior abertura, eu acho!</p><p>Éramos meu pai, minha mãe e meu irmão menor, compartilhando uma casa em estilo tradicional, com portas corrediças e varandas circundando toda construção, além de um pequeno jardim e fonte, cuidados por todos nós com grande atenção. Todas as manhãs caminhávamos juntos, meu irmão e eu, para o colégio. Eu já estava no último ano do secundário (chūgakkō) e ele, 4 anos mais novo, no último ano da escola elementar (shogakkō). Claro que estudávamos em lugares diferentes, mas, como íamos na mesma direção, costumávamos compartilhar o caminho, conversando, trocando ideias, inventando pequenos jogos, até encontramos nossos respectivos colegas.</p>\n[[>> Continua| Cap. 6.1]]\n\n
Uma visita veio de longe. Excitação, novidades e uma provocação.\n\nRevelações inconvenientes. Olhares estrangeiros podem, também, perceber muito.\n\nDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.\n\nAcidentes acontecem... Oportunidades de ser herói e heroína.\n\nFinalmente, a coragem para se declarar. Desilusão e uma porta aberta.\n\nSeparados por uma pequena diferença de idade. Alívio ou conflito?\n\nUm momento difícil. O congelamento de um sonho.\n\nAbrem-se portas. Retomam-se sonhos. \n\nMudam-se caminhos. Reinventam-se relações.\n\nEstar para sempre ao seu lado. O fio que levou ao fim do labirinto.\n\nPais de novo. Nasce Kazumi.\n\nNão se combatem as forças da natureza. Uma vida de amor ameaçada.\n\nNossas vidas são como desenhos em um caleidoscópio. A recuperação de Yukiko.\n\nEpílogo. Fecha-se o círculo.\n\nIntertextualidades em Caleidoscópio\n\n\n[[<<Retorna à página anterior do Sumário|Sumário]]\n\n[[<<Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>Notas importantes</h2></b>\n<ul type="square">\n<li>Antes que você comece a leitura, gostaria de explicar que os nomes dos personagens do romance estão apresentados segundo a estrutura da língua japonesa. Ou seja: primeiro aparecem os sobrenomes, depois os nomes. Sendo assim, nossos protagonistas, por exemplo, são os jovens: Nakamura Akira e Hayashi Yukiko. Ele, Akira, é o filho mais velho da família Nakamura; ela, Yukiko, a filha mais velha da família Hayashi.<br>Esta opção foi feita para ajudar a criar o clima do drama, nos aproximando um pouquinho mais da cultura e da língua japonesas. O mesmo explica a presença de várias palavras, em especial formas de tratamento e saudações, em japonês ao longo do texto. A única ressalva, aqui, é que foi usado o nosso alfabeto para representar a estrutura fonética desses vocábulos, não os silabários ou ideogramas próprios desse idioma.</li><br>\n<li>A língua japonesa tem vogais que soam mais longas e isso faz diferença em palavras que se escrevam igual e cuja única distinção seja entre uma vogal normal e outra longa. Por exemplo, é o que observamos entre <i>“obaasan”</i> (avó) e <i>“obasan”</i> (tia). Quando transpomos os caracteres japoneses (os silabários <i>hiragana</i> ou <i>katakana</i>) para nosso alfabeto (<i>rōmaji</i>) há formas distintas de marcar essa diferença. Uma delas, talvez a mais simples, é repetir a vogal que se pronuncia de forma mais longa. Foi o que se viu no exemplo anterior, o de <i>“obaasan”</i>. <br>Acontece que, no caso das palavras com “o” longo, o caractere do silabário japonês que se acrescenta à sílaba com a vogal longa é o equivalente ao “u”. Por isso, é comum vermos outra forma de representação com "ou", por exemplo, como em <i>“arigatou”</i> (obrigado). O problema é que isso não deve ser pronunciado como um ditongo “ou”, mas apenas como “oo”.<br>Numa terceira e última forma de representação, até para evitar a tendência errada de pronunciar “o” longo como “ou”, podemos usar um sinal sobre o “o” chamado <i>macron</i> (um tracinho horizontal sobre a vogal e que indica alongamento de sua pronúncia). Esta foi a nossa opção para representar o “o” longo em nossa história. Por isso, quando virem uma palavra como <i>otōsan</i> (pai), leiam <i>“otoosan”</i>, certo?!</li>\n<li>As fotos, vídeos e imagens presentes nos <i>links</i> do romance <i>Caleidoscópio</i> fazem parte desta obra hipertextual e multissemiótica e são, em geral, de minha criação. As imagens de adolescentes, típicas de <i>anime</i>, usadas na composição do <i>folder</i> e da ilustração de abertura, foram adquiridas, com licença plena de uso, na Unity Asset Store e editadas por mim para compor as imagens finais. Agradeço a W. Leite pela elaboração e cessão do vídeo do caleidoscópio, no <i>link</i> do penúltimo capítulo.</li></ul>\n\n[[Ir para "Mudança de vida é pouco!..."| 6.\tMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<p>- <i><div class= "tooltip"> Sugoi <span class= "tooltiptext"> Genial, fantástico! </span></div></i>!!!! – gritou meu irmão, para depois pedir desculpas, envergonhado, por sua intromissão estrondosa. – <i><div class= "tooltip"> Gomen nasai <span class= "tooltiptext"> Desculpe </span></div></i>!</p><p>- Mas, <i>otōsan</i>, e nossa vida aqui? E o colégio? E o seu trabalho como <i><div class= "tooltip"> sensei <span class= "tooltiptext"> professor </span></div></i>?– perguntei sobressaltada.</p><p>- Sobre isso queríamos conversar. Sua mãe e eu vimos preocupados já faz tempo. Vocês precisam de uma boa formação, precisam ir para a universidade e conseguir realizar seus sonhos, construir uma vida estável e confortável. Claro que as escolas em que estão são ótimas, mas as oportunidades por aqui são mais reduzidas, menos variadas, apesar do estímulo ao intercâmbio internacional. Ficar aqui, numa cidade menor e com muita atividade rural, não lhes facilitará o acesso a certos aspectos educativos e culturais e talvez não favoreçam obter pontuação no exame de final de segundo grau que lhes permita ir para a universidade que desejarem. Esta é uma ótima oportunidade.</p>\n[[>> Continua|Cap. 6.3]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 6.2]]\n
<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>
<body>\n<table> <table border=1>\n<tr bgcolor=#FFEFD5>\n<td>\n <b>Guarnição:</b>\n lombo de porco grelhado, fatiado em tiras.\n cogumelos shiitake frescos grelhados (aproximadamente 12 pequenos ou 6 médios)\n 3 ovos cozidos cortados longitudinalmente ao meio\n cebolinha picada\n alga nori (seca) cortada em fatias finas\n\n <b><i>Modo de fazer:</i></b>\n <b>1. Massa:</b>\n Coloque a farinha de trigo numa tigela. Dissolva o sal na água morna e, depois, adicione à farinha misturando bem até formar uma bola homogênea. Sove esta bola numa superfície lisa. Depois de bem sovada, deixe-a descansar por cerca de meia hora, envolta num plástico. \n Cubra uma superfície com farinha polvilhada e estique a massa até ela ficar com cerca de 3mm de espessura. Dobre a massa em camadas de uns 7 cm, mas tenha cuidado para que as camadas estejam polvilhadas com farinha. Corte essas camadas em fatias de uns 3mm, separando-as e abrindo-as depois, para obter as tiras de macarrão. Mantenha as tiras também cobertas com farinha para não grudarem.\n Ferva água numa panela e deixe o macarrão cozinhar por uns 8 a 10 minutos. Escorra-o, lave em água fria, volte a escorrer e reserve.\n\n <b>2. Caldo:</b>\n Coloque em uma panela o caldo de porco e vegetais coado. Acrescente shoyo, saquê mirim e kirim, Ajinomoto e o sal. Deixe cozinhar mais um pouco.\n\n <b>3. Montagem do prato:</b>\n Coloque, numa tigela individual, um sexto do macarrão cozido. Cubra-o com um pouco do caldo quente. Sobre ele, arrume, de um lado, tiras do lombo de porco grelhado. Ao lado, arrume dos dois shiitakes grelhados e no lado oposto ao porco, a metade do ovo cozido, com a gema para cima. Posicione num canto livre de guarnição as cebolinhas picadas e finalize com um pouco de tirinhas finas de nori, no centro.\n</td>\n</tr>\n<tr>\n<td>\n[[<< Retoma a leitura do capítulo| Cap. 6.4]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n</tr>\n</td>\n</table>\n</body>\n
<b><h2>SUMÁRIO</h2></b>\n\n\n[[Início|Start]]\n\n"Palavras da autora"\n\nEra uma vez... uma introdução. A narradora se intromete na história.\n\nDespertando de uma longa noite. Aqui começa (?) a história. \n\nCafé da manhã em família... E ausência.\n\nNasce Akira. A chave para uma mudança.\n\nLindo brilho da aurora. A pequena Kemi-<i>chan</i> vem ao mundo.\n\n[[Mudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história.| 6.\tMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história]]\n\nDesafios e enfrentamentos. Início da odisseia escolar em Tokyo.\n\nQue garoto estranho!!!! Começa a nascer uma atração.\n\nPrimeiras impressões de Nakamura-<i>kun</i>. Ela é uma garota irritante!\n\nDifícil ignorar o que se insinua constantemente. Alguns incidentes que despertaram a mente de Nakamura-<i>kun</i> para Yukiko.\n\nNova mudança. O que já anda ruim pode ficar pior?\n\nNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...\n\nUm trimestre de tensão. Volta das férias de verão e a caminho da mudança.\n\nMudança e enfrentamento. Começa a aproximação de Akira e Yukiko.\n\n“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.\n\nEfeitos da mudança. Algo realmente está começando a se alterar.\n\n[[>> Continua|Sumário b]]\n