<b><font size=+1>Por que revisitar <i><div class= "tooltip"> doramas <span class= "tooltiptext"> dramas televisivos japoneses </span></div></i> adolescentes?</font></b>\n\n<p>Não sou adolescente faz tempo! Não sou japonesa, nem nipo-descendente... Por que, então, tanto interesse por séries japonesas <i><div class= "tooltip"> teen <span class= "tooltiptext"> adolescentes </span></div></i> a ponto de propor uma releitura à luz de seus personagens e argumentos?</p><p>Em primeiro lugar, acredito que a leitura, num sentido bem amplo, não só de textos escritos, se enriquece com o tempo, com nossas experiências. Por isso, cada vez que lemos algo, o fazemos a partir do lugar que ocupamos, da história que trazemos como <i><div class= "tooltip"> background <span class= "tooltiptext"> bagagem, conhecimento prévio </span></div></i>, do interesse que nos move, dos objetivos que visamos alcançar.</p><p>Comecei a assistir algumas séries adolescentes por pura distração, para passar o tempo e “desestressar”. Fiz isso em paralelo com outras muitas atividades. Enfim... “jogar tempo fora” no sentido positivo da expressão, no sentido de fruição da vida.</p><p>Mas ninguém foge do que é, do que sabe, do que não sabe e do que já viveu. Então, meu olhar se deixou ficar perplexo com os choques culturais que observava enquanto assistia essas séries japonesas. As caricaturas, o exagero, o sentido do trágico e do cômico exacerbados. Não podia evitar sentir-me, por vezes, indignada pelo que me chocava, devido à diferença de comportamento cultural, e pelo que afrontava meu sentimento de mulher em pleno século XXI. Ao mesmo tempo, porém, me sentia cada vez mais magnetizada pelo gênero, fascinada pelo que eu adivinhava escondido, submerso naquele enorme iceberg comportamental. Provocada a refletir sobre as diferenças, a abrir-me a outras possibilidades de ver e ler o mundo.</p><p>Claro, outras possibilidades!... Pois eu não conseguia conceber aquela construção caricatural como um retrato exato da cultura japonesa contemporânea, da mesma forma que não podia aceitar que em todo o exagero não houvesse aspectos verdadeiros. Digamos que era, em parte a minha perspectiva ocidental, em parte a minha faixa etária, o que atiçava minha curiosidade e o desejo de entender e me aprofundar naquele universo.</p><p>Outra questão a destacar é que, sob minha perspectiva, mesmo diante de diferenças socioculturais e confrontando o que seria uma cultura de massa <i>versus</i> uma erudita, considero que há temas universais que surgem recorrentemente na literatura e nas artes em geral. É óbvio que seu tratamento varia em função dessas diferenças, mas estão ali e podemos mapeá-los. Amor, vida, morte, passagem para a vida adulta, trabalho, relações sociais parecem permear nossas produções. Os <i>doramas</i> adolescentes japoneses não são exceção.</p>\n\n[[>> Continua|Por que revisitar doramas adolescentes? 2]]\n\n[[Voltar a "Palavras da autora"|Palavras da autora]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>[["Caleidoscópio": uma visão intimista e multifacetada das relações humanas| Caleidoscópio, uma visão intimista e multifacetada das relações humanas]]</h2></b>\n\n<b><h2>[[Fanfics: plágio?|Fanfics: plágio?]]</h2></b>\n\n<b><h2>[[Por que revisitar <i>"doramas"</i> adolescentes?|Por que revisitar doramas adolescentes?]]</h2></b>\n\n<b><h2>[[Um jogo para descobrir o que está oculto| Um jogo para descobrir o que está oculto]]</h2></b>\n\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
<p>De tudo o que vi, me inquietou a atitude por vezes apática e insensível, o “trancamento” sentimental dos protagonistas masculinos, em contraste dramático com a exageração do romantismo das personagens principais femininas. Marca de diferenças de gênero? Talvez... Mas sentia esse apagamento das emoções, que transpareciam muito sutilmente apenas em circunstâncias pontuais, como uma manifestação quase patológica. De qualquer forma, as duas posições criavam o contraponto perfeito e um acabava exacerbando a caricatura da outra.</p><p>Dos personagens protagonistas, passei à observação dos secundários e das malhas que teciam nas tramas. Também pesquisei sobre esses <i>doramas</i> e descobri que há um princípio que rege a criação de certo tipo de <i><div class= "tooltip"> manga <span class= "tooltiptext"> histórias em quadrinho japonesas </span></div></i> (para público feminino adolescente) e de <i><div class= "tooltip"> anime <span class= "tooltiptext"> desenhos animados japoneses </span></div></i>, filmes e seriados <i>live action</i> deles derivados, uma fórmula. É como uma recriação de Cinderela em versão oriental. Numa sociedade altamente exigente e rigorosa, mesmo aquelas (e aqueles, pois isso também vale para “anti-heróis” masculinos, com os devidos ajustes no gênero literário) que fogem aos padrões estabelecidos e desejados podem alcançar seu sonho, seu príncipe encantado.</p><p>A comparação desse material ficcional e de aspectos idiossincráticos da cultura japonesa que consegui recolher me levou a desejar uma síntese, uma experiência de criação que remetesse ao gênero e ao seu modelo, não a um personagem em concreto. Percebi que parece ser algo comum o fato de que o ponto de vista das histórias se centra nas protagonistas femininas, em suas percepções e sentimentos. Isso soa lógico, já que o público alvo dessas produções gira em torno de jovens de uns 12 a 18 anos, mulheres. No entanto, comecei a pensar no que se passava secretamente na cabeça dos co-protagonistas masculinos desses dramas românticos, naquilo que as cenas permitiam inferir, ou no pouco que deixavam manifesto explicitamente (alguns mais, outros bem menos). Daí surgiu a ideia e a necessidade de trazer à realidade esse conflito, muitas vezes apenas vislumbrado. Ao compartilhar com você esse impulso, espero lhe oferecer momentos de diversão e, por que não?, alguma reflexão...</p>\n\n[[<< Retorna à página anterior|Por que revisitar doramas adolescentes?]]\n\n[[Voltar a "Palavras da autora"|Palavras da autora]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
/* Tooltip container */\n.tooltip {\n position: relative;\n display: inline-block;\n border-bottom: 2px dotted blue; /* If you want dots under the hoverable text */\n}\n\n/* Tooltip text */\n.tooltip .tooltiptext {\n visibility: hidden;\n width: 120px;\n background-color: #555;\n color: #fff;\n text-align: center;\n padding: 5px 0;\n border-radius: 6px;\n\n /* Position the tooltip text */\n position: absolute;\n z-index: 1;\n bottom: 125%;\n left: 50%;\n margin-left: -60px;\n\n /* Fade in tooltip */\n opacity: 0;\n transition: opacity 0.3s;\n}\n\n/* Tooltip arrow */\n.tooltip .tooltiptext::after {\n content: "";\n position: absolute;\n top: 100%;\n left: 50%;\n margin-left: -5px;\n border-width: 5px;\n border-style: solid;\n border-color: #555 transparent transparent transparent;\n}\n\n/* Show the tooltip text when you mouse over the tooltip container */\n.tooltip:hover .tooltiptext {\n visibility: visible;\n opacity: 1;\n}\n
<b><font size=+1>"Caleidoscópio": uma visão intimista e multifacetada das relações humanas</font></b>\n\n<p>Não sei se você já leu minhas reflexões e justificativas sobre meu interesse pelos <i><div class= "tooltip"> dorama <spam class= "tooltiptext"> dramas televisivos japoneses </spam></div></i> adolescentes japoneses. Se sentir curiosidade, dê uma espiadinha... Mas não se sinta na obrigação! De qualquer forma, queria apenas lhe explicar a que venho com essa história de caleidoscópio... aquele simpático brinquedo infantil com espelhos e caquinhos coloridos de vidro, que abusa dos conhecimentos de ótica.</p><p>A história de “Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida” começa a ser tecida como um exercício para captar o processo de “sentimentalização” (se me permitem o neologismo) do “mocinho” dos <i>doramas</i>. Tenha em mente que ele, em geral, é frio, caladão e mesmo arrogante. Apresenta-se como o oposto das mocinhas, sempre muito exageradas em seu sentimentalismo. É, nesse sentido, uma releitura do gênero, de diversas obras que seguem seu modelo, um diálogo com elas, uma das possibilidades não ditas, mas implícitas em diversas histórias originais.</p><p>Haverá, portanto, momentos em que a inspiração neste ou naquele personagem dos tais dramas televisivos japoneses poderá ficar mais evidente. Fica como minha homenagem aos seus criadores! Pode ser, também, um exercício para você encontrar a referência oculta.</p><p>Mas eu não queria centrar-me somente numa obra concreta ou, como de costume, na protagonista feminina. Queria explorar o máximo de possibilidades que conseguisse. Por isso a ideia de caleidoscópio, das várias óticas, dos desenhos mutantes e mutáveis constantemente, da proposta de passear pela cabeça de diferentes personagens, a fim de captar do modo mais completo possível a totalidade do drama, da evolução dos sentimentos e atitudes dessas pessoas ficcionais. Um detalhe: escolho seguir na contramão dos <i>doramas</i> tradicionais e bisbilhotar a intimidade dos pensamentos do protagonista masculino, desvelando seus sentimentos ocultos, mostrando sua trajetória em direção à autodescoberta.</p><p>Espero que você desfrute a experiência!</p>\n\n[[Voltar a "Palavras da autora"|Palavras da autora]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>
<b><font size=+1>Fanfics: plágio?</font></b>\n\n<p>As <i><div class= "tooltip"> fanfics <span class= "tooltiptext"> ficções de fãs, escritas por fãs </span></div></i> são uma forma de plágio? Bem, hoje, as tecnologias informáticas potencializaram um tipo de leitura e escrita de fãs que, em <i>blogs</i>, expõem, leem e comentam criações ficcionais baseadas em livros, filmes, <i>videogames</i>, histórias em quadrinhos, telenovelas. Trata-se, em muitos casos, de adolescentes e jovens que, ao curtirem muito uma obra, criam textos delas derivados. Sabem que suas produções nascem dessas ficções-mães, reconhecem e enaltecem seus autores, deixando bem claras as fronteiras do que produzem.</p><p>Na verdade, se passarmos o olhar pelo tempo, vemos que essa prática não é nova. Durante as décadas de 1970 e 1980, ao menos que eu me lembre, circulavam <i>fanzines</i>, muitos impressos com mimeógrafo e distribuídos pelo correio, com poesias, contos e outros escritos elaborados a partir ou sob a inspiração de obras pré-existentes. Também havia essas produções, de caráter mais privado, em cadernos ou diários compartilhados entre adolescentes.</p><p>Mas, mesmo no campo literário e profissional, é possível observar um fenômeno semelhante. Por exemplo, a peça de teatro clássico espanhol <i>Las mocedades del Cid</i>, de Guillén de Castro, retoma, no século XVII, o personagem medieval consagrado no <div class= "tooltip"> cantar de gesta <span class= "tooltiptext"> poema narrativo épico medieval </span></div>, <i>El cantar de Mío Cid</i> (século XII). Miguel de Cervantes também foi alvo de recriação, embora tenha sido identificada como um tipo de ataque ao autor, com o <i>Quixote</i> de Avellaneda, obra apócrifa, surgida entre as duas partes do livro de Cervantes sobre o fidalgo de La Mancha. Não menos exemplar dessa intertextualidade é a canção espanhola <i>Penélope</i> (1969), de Juan Manoel Serrat, que revisita a <i>Odisseia</i> e dá destaque à mulher de Ulisses, sob uma nova ótica inesperada. No mundo anglo-saxão, o rei Arthur foi, igualmente, imortalizado em um sem-número de livros de diferentes autores e épocas, filmes e, mesmo, com aparições em séries televisivas de ficção científica.</p><p>Na literatura de língua portuguesa, temos o “ciclo” de canções do exílio. Além do poema de Gonçalves Dias (1847), o tema do exílio e da melancolia pela terra perdida está presente em obras de Casimiro de Abreu (<i>Canção do exílio</i>), Mário Quintana (<i>Uma canção</i>), Carlos Drummond de Andrade (<i>Nova canção do exílio</i>), Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque de Holanda (<i>Sabiá</i>), Jô Soares (<i>Canção do exílio às avessas</i>). Mais modernamente, podemos identificar, na coleção Clássicos Fantásticos, uma releitura de algumas obras clássicas da literatura brasileira, de autores como Machado de Assis ou José de Alencar, sob uma perspectiva fantástica ou de ficção científica, repaginando as histórias e seus personagens.</p><p>Parece, portanto, uma tendência natural da criação literária o exercício da releitura, o reviver obras sob uma nova perspectiva. Diríamos que se trata de uma ação intertextual, de diálogo entre discursos, personagens, lugares e situações. Não poderíamos, portanto, tomá-lo simplesmente como plágio.</p><p>No caso específico das <i>fanfics</i>, entram em cena, também, o prazer que as ficções-mães despertam, o respeito pelo universo criado e por seu criador, o desejo de fazer perdurar esse universo e de completar lacunas encontradas durante a sua fruição.</p>\n\n\n[[Voltar a "Palavras da autora"|Palavras da autora]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
\t\t<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>\n\t\t\t\t\t\t\t<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>\n\n\n <img src="imagens/capa-caleidoscopio.png" alt="Protagonistas diante de cenário da ponte <i>Rainbow</i> na baía de Tokyo e a imagem do caleidosópio.">\n\n\n<p>Esta história é minha pequena homenagem aos criadores japoneses de <i>manga</i> e <i>anime</i>, cuja arte atravessa fronteiras e delicia pessoas de todo o mundo.</p><p>Dedico, também, com carinho, o romance <i>Caleidoscópio</i> a duas amigas, Nícia e Chizu. Espero que eu tenha conseguido refletir respeitosamente um pouco de sua cultura e raízes, mesmo que com um saborzinho brasileiro.</p>\n\n[[Notas importantes|Nota importante]]\n\n[[Palavras da autora|Palavras da autora]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
Uma visita veio de longe. Excitação, novidades e uma provocação.\n\nRevelações inconvenientes. Olhares estrangeiros podem, também, perceber muito.\n\nDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.\n\nAcidentes acontecem... Oportunidades de ser herói e heroína.\n\nFinalmente, a coragem para se declarar. Desilusão e uma porta aberta.\n\nSeparados por uma pequena diferença de idade. Alívio ou conflito?\n\nUm momento difícil. O congelamento de um sonho.\n\nAbrem-se portas. Retomam-se sonhos. \n\nMudam-se caminhos. Reinventam-se relações.\n\nEstar para sempre ao seu lado. O fio que levou ao fim do labirinto.\n\nPais de novo. Nasce Kazumi.\n\nNão se combatem as forças da natureza. Uma vida de amor ameaçada.\n\nNossas vidas são como desenhos em um caleidoscópio. A recuperação de Yukiko.\n\nEpílogo. Fecha-se o círculo.\n\n\n\nIntertextualidades em Caleidoscópio\n\n\n[[<<Retorna à página anterior do Sumário|Sumário]]\n\n[[<<Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>Notas importantes</h2></b>\n<ul type="square">\n<li>Antes que você comece a leitura, gostaria de explicar que os nomes dos personagens do romance estão apresentados segundo a estrutura da língua japonesa. Ou seja: primeiro aparecem os sobrenomes, depois os nomes. Sendo assim, nossos protagonistas, por exemplo, são os jovens: Nakamura Akira e Hayashi Yukiko. Ele, Akira, é o filho mais velho da família Nakamura; ela, Yukiko, a filha mais velha da família Hayashi.<br>Esta opção foi feita para ajudar a criar o clima do drama, nos aproximando um pouquinho mais da cultura e da língua japonesas. O mesmo explica a presença de várias palavras, em especial formas de tratamento e saudações, em japonês ao longo do texto. A única ressalva, aqui, é que foi usado o nosso alfabeto para representar a estrutura fonética desses vocábulos, não os silabários ou ideogramas próprios desse idioma.</li><br>\n<li>A língua japonesa tem vogais que soam mais longas e isso faz diferença em palavras que se escrevam igual e cuja única distinção seja entre uma vogal normal e outra longa. Por exemplo, é o que observamos entre <i>“obaasan”</i> (avó) e <i>“obasan”</i> (tia). Quando transpomos os caracteres japoneses (os silabários <i>hiragana</i> ou <i>katakana</i>) para nosso alfabeto (<i>rōmaji</i>) há formas distintas de marcar essa diferença. Uma delas, talvez a mais simples, é repetir a vogal que se pronuncia de forma mais longa. Foi o que se viu no exemplo anterior, o de <i>“obaasan”</i>. <br>Acontece que, no caso das palavras com “o” longo, o caractere do silabário japonês que se acrescenta à sílaba com a vogal longa é o equivalente ao “u”. Por isso, é comum vermos outra forma de representação com "ou", por exemplo, como em <i>“arigatou”</i> (obrigado). O problema é que isso não deve ser pronunciado como um ditongo “ou”, mas apenas como “oo”.<br>Numa terceira e última forma de representação, até para evitar a tendência errada de pronunciar “o” longo como “ou”, podemos usar um sinal sobre o “o” chamado <i>macron</i> (um tracinho horizontal sobre a vogal e que indica alongamento de sua pronúncia). Esta foi a nossa opção para representar o “o” longo em nossa história. Por isso, quando virem uma palavra como <i>otōsan</i> (pai), leiam <i>“otoosan”</i>, certo?!</li>\n<li>As fotos, vídeos e imagens presentes nos <i>links</i> do romance <i>Caleidoscópio</i> fazem parte desta obra hipertextual e multissemiótica e são, em geral, de minha criação. As imagens de adolescentes, típicas de <i>anime</i>, usadas na composição do <i>folder</i> e da ilustração de abertura, foram adquiridas, com licença plena de uso, na Unity Asset Store e editadas por mim para compor as imagens finais. Agradeço a W. Leite pela elaboração e cessão do vídeo do caleidoscópio, no <i>link</i> do penúltimo capítulo.</li></ul>\n[[Palavras da autora|Palavras da autora]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n
<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>
<b><font size=+1>Um jogo para descobrir o que está oculto</font></b>\n\n<p>Enquanto eu escrevia esta história, fiz muitas pesquisas. Li, reli, modifiquei, cortei e acrescentei várias coisas, em função do que ia aprendendo e de como evoluía a própria narração.</p><p>Não sou profunda conhecedora da cultura japonesa, de fato... Mas, ao longo desse processo de escrita, fui me dando conta de que meu contato com o universo japonês era antigo. Ele se fez, desde que eu era bem pequena, pincipalmente por meio da cultura de massa. Foram: séries de tevê, desenhos animados, bonecas de papel com olhos grandes e brilhantes, lapiseiras plásticas que trocavam as pontas e eram cheias de florezinhas coloridas adornando... Coisas assim. Minha primeira lembrança é o seriado <i>National Kid</i>, ainda em preto e branco, patrocinado pela empresa National, que desejava promover um radinho de pilha! A série nem teve tanta repercussão no Japão, mas fez sucesso entre a garotada da minha geração, aqui no Brasil. É só vocês perguntarem por aí. Depois vieram: <i>Super Dínamo</i>, <i>Fantomas</i>, <i>Speed Racer</i>, <i>Ultraman</i>, <i>Regresso de Ultraman</i>, <i>Naruto</i>, um sem número de <i>anime</i>, entre muitos outros. Isso sem falar nos <i>videogames</i>, embora eu mesma não seja uma jogadora assídua ou habilidosa.</p><p>No Rio de Janeiro, não tínhamos uma colônia japonesa significativa, como em São Paulo. Até por isso, a deliciosa culinária japonesa não era vista por aqui com a facilidade e profusão que a vemos e apreciamos hoje em dia. Só bem mais tarde comecei a conhecê-la e apreciá-la.</p><p>Enfim, resumindo, fui cativada e isso se refletiu nesta minha produção. Por isso mesmo, ao longo da história, há várias referências intertextuais a esse universo japonês (e a outros próprios da cultura de massa, ou da literatura). Algumas mais óbvias, outras bem mais sutis.</p><p>Proponho a você, leitora, leitor, um jogo de caça às referências. Veja quantas consegue descobrir e quantas outras pode encontrar que nem eu mesma sabia que as tinha posto ali. Divirta-se! Bom jogo!</p>\n\n[[Voltar a "Palavras da autora"|Palavras da autora]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]\n
<b><h2>SUMÁRIO</h2></b>\n\n\n[[Início|Start]]\n\n[["Palavras da autora"|Palavras da autora]]\n\nEra uma vez... uma introdução. A narradora se intromete na história.\n\nDespertando de uma longa noite. Aqui começa (?) a história.\n\nCafé da manhã em família... E ausência.\n\nNasce Akira. A chave para uma mudança.\n\nLindo brilho da aurora. A pequena Kemi-<i>chan</i> vem ao mundo.\n\nMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história.\n\nDesafios e enfrentamentos. Início da odisseia escolar em Tokyo.\n\nQue garoto estranho!!!! Começa a nascer uma atração.\n\nPrimeiras impressões de Nakamura-<i>kun</i>. Ela é uma garota irritante!\n\nDifícil ignorar o que se insinua constantemente. Alguns incidentes que despertaram a mente de Nakamura-<i>kun</i> para Yukiko.\n\nNova mudança. O que já anda ruim pode ficar pior?\n\nNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...\n\nUm trimestre de tensão. Volta das férias de verão e a caminho da mudança.\n\nMudança e enfrentamento. Começa a aproximação de Akira e Yukiko.\n\n“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.\n\nEfeitos da mudança. Algo realmente está começando a se alterar.\n\n[[>> Continua|Sumário b]]\n